Comentários para “EC 145 de EMS na Austrália com dificuldades para decolar”

  1. Paulo Fernandes - Cel. QOBM - DF disse:

    Restrições de peso para a realização de pousos e decolagens em áreas restritas e localidades elevadas, na maioria das vezes não constituem uma deficiência da máquina e sim uma falha de planejamento na operação, principalmente tratando-se de um local conhecido pela tripulação como no caso do relato. Já tive a oportunidade de voar um EC – 145,sou piloto de um EC – 135, voamos com configuração completa aero médico(transporte avançado), com dois pilotos, médico, enfermeiro e um tripulante, além da vítima,no DF e entorno(Altitude média de 1000 mts) e nossos locais de pouso são semelhantes ao reportado na matéria, porém nunca tive que ficar queimando combustível para decolar, mesmo porque abastecemos a aeronave somente com o combustível necessário para cumprir a missão em segurança. Pra mim o EC – 145 tem uma motorização excelente e adequada a sua categoria, mas me parece que os operadores de lá querem uma aeronave maior com mais conforto e menos trabalho, isso é bom pra quem pode, mas as nossas por enquanto tem que ser multi-missão, pau para toda obra e sabemos que poucas atendem esta condição. A propósito, gostaria de parabenizar os Maranhenses pela aquisição.
    VOAR, PAIRAR, SALVAR!!!
    Esse lema nos une…
    Bons vôos a todos.

  2. Daniel Blanco disse:

    A questão é que nem todos os países possuem os mesmos requisitos operacionais e nem todos os “clientes” querem a mesma coisa.
    Em muitos países existe a necessidade de se operar em classe 1 em voos de HEMS, isto é, com o paciente a bordo.
    Para além disso o peso operacional difere de “cliente” para cliente. Já tive a oportunidade de voar helicópteros do mesmo modelo em contratos distintos onde o peso operacional diferia em aproximadamente 600 lbs.
    Outra pequena diferença é que cada vez mais operadores e “clientes” de todo o mundo exigem que as suas aeronaves mantenham mínimos de combustível IFR.
    Realmente não sei qual o real motivo dos problemas com o EC-145 Australiano, se é por mau planejamento e gestão de meios ou por preferências de alguns, porém penso que as comparações diretas por vezes só confundem.
    No que diz respeito a polivalência do helicóptero em questão simplesmente não concordo.
    É mundialmente sabido que o sonho não concretizado da eurocopter é conseguir fabricar e comercializar uma aeronave de médio porte capaz de ser tão polivalente quanto a alguns modelos de outros fabricantes, como por exemplo o Bell 412 EP, que é mais barato de operar, tem mais espaço, mais potência, velocidade equivalente e melhor performance geral que o EC-145, principalmente no que diz respeito a operações classe 1, onde a performance OEI é muito importante.

Deixe um comentário

Não serão publicados comentários de autoria anônima.