Comentários para “I Fórum Nacional de Medicina Aeroespacial”

  1. Lautert disse:

    Infelizmente deixo minha crítica a tão importante evento promovido pelo CFM. Inserindo como um dos tópicos principais de discussão a questão do resgate aeromédico e transporte aeromédico, são deixados à márgem os principais atores que diuturnamente atuam nessa área: os profissionais da aviação de segurança pública, em especial os corpos de bombeiros militares, as polícias militares e a polícia rodoviária federal, mas também as polícias civis, a receita federal, IBAMA, DETRAN e etc…
    Novamente veremos uma discussão de “Alice no País das Maravilhas”, onde não haverá a reciprocidade na realidade brasileira, pois os reais operadores do dia a dia não estarão no foco das discussões.
    Espero que algum dia encontros desse tipo realmente possam resultar em algo prático para a nossa sociedade, que se fará somente com a participação de quem está dia a dia junto da comunidade.

  2. TC Gonçalves disse:

    Concordo com o Cmt Lautert, e faço de suas palavras as palavras do Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública. Infelizmente vemos iniciativas desperdiçadas pela separação de funções, como neste caso. Será que o médico tem asa, junto com a enfermeira, ou eles precisarão de pilotos e tripulantes.

    TC Gonçalves
    Conselho Nacional de Aviação de Segurança Pública
    Presidente

  3. Maj Coelho disse:

    Na verdade são dois aspectos tratados e nenhum referente a essência da medicina aeroespacial voltada na verdade ao aeronauta. Estão tratando da fisiologia do vôo que envolve as pessoas transportadas ou que precisam de atendimento.
    No caso do segundo, hoje o grande conflito existente é o Ministério da Saúde querendo impor uma doutrina através do SAMU que tem origem francesa que nunca foram ou serão referência em atendimento a vítimas.
    As unidades brasileiras adotam a doutrina americana que difere em vários aspectos técnicos e de procedimento inclusive a qualificação dos profissionais.

  4. Delegado Osvalmir Carrasco PCGO disse:

    Concordo com os Cmts! O CFM perdeu uma grande oportunidade de ampliar as ações e interagir com os operadores AvSeg. Fizeram exatamente o oposto do desejado. Fecharam-se! Talvez por desconhecimento, sugiro que os procuremos para iniciarmos conversas.

  5. Lautert disse:

    Realmente, conforme bem explicitou o Del Carrasco,,, acredito que um conselho tão importante deva ter negligenciado a ampla estruturação de nossa aviação de segurança pública no contexto do transporte aeromédico e de resgate por puro desconhecimento. Uma boa sugestão de que a SENASP entre em contato com o CFM para melhorar essa integração e busque a participação das unidades aéreas estaduais e federais (divulgando e participando a todos as ações desenvolvidas).

  6. Maj Coelho disse:

    Caro Lautert.

    A ultima coisa que médicos no brasil se preocupam é com a vítima. A grande maioria é medico de clinica. São raros os médicos que conhecem um APH os executores são sempre enfermeiros e técnicos. Desde a década de 80 o CFM vem tentando de certa forma interromper o avanço consistente e adequado dos sistemas de regate no país, até mesmo abrindo mais vagas de trabalho. É só os senhores lerem a portaria 2048 do ministério da saúde onde o médico é quem manda no comandante da aeronave. Estamos falando da classe com o conselho mais forte de nosso país e que é altamente corporativista. Nos EUA médico não vai à cena são paramédicos. E nada me tira da cabeça que um pre’hospitalar bem feito salva muito mais do que um avançado na cena. Além disto boa parte dos médicos da área de emergência médicas não possuem a devida qualificação até mesmo porque não possuem em sua formação e muitos não possuem residência. Desculpem o desabafo.

  7. SAMUEL MENESES (BOMBEIRO/ENFERMEIRO) GOIÁS disse:

    Concordo com o Maj Coelho, a política nacional de atenção ás urgências e emergências, foi uma excelente idéia do governo Federal, porém, deveria ter enfaizado mais o papel dos enfermeiros, que são quem realmente colocam a mão na massa, em especial os enfermeiros bombeiros militares, que detem conhecimento e experiência para que o serviço prestado ao cidadão seja um serviço de qualidade. Com os salários oferecidos no SAMU, será muito difícil atrair profisssionais com larga experiência por muito tempo, em qualquer lugar o médico ganha mais, como este profissional trabalhará, só pela satisfação pessoal? Os enfermeiros que representam um quantitativo maior, também são mal remunerados, não dá para fazer milagre no APH. Ogoverno federal deveria rever essa política e valorizar os profissionais da saúde, deveria também repensar o papel das corporações de Bombeiros, polícias e outras, que ficaram em segundo plano, como coadjuvante daquilo que eles mesmos trouxeram para o Brasil e são os responsáveis por todos os avanços da área de APH. Os Bombeiros Militares Brasileiros foram deixados de lado por civís, que se julgam detentores de experiência adquirida sabe-se lá onde, asumiram um papel que no Brasil levou mais de um século para alcançar o status atual, pois desde os tempos do império os irmãos Bombeiros Militares do Rio de Janeiro exercem esse papel, sendo agora todos nós vítimas de uma verdadeira “carteirada”. O APH, o transporte aeromédico no Brasil não faz sentido sem as corporações militares, cabe a nós Militares assumirmos o nossso papel.

  8. ANDRÉ VIEIRA - SGT PM OEE disse:

    CONCORDO PLENAMENTE COM AS COLOCAÇÕES DE TODOS.

    O QUE ACREDITO É QUE SORRATEIRAMENTE ESTÃO CAMINHANDO PARA DAR O GOLPE MORTAL NA AVIAÇÃO AEROMÉDICA DE SEG. PÚBLICA.

    POIS O QUE SE PERCEBE ATUALMENTE EM SP, É O SAMU QUERENDO CADA VEZ MAIS ABRAÇAR OS TRABALHOS DE ATENDIMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA DO SISTEMA RESGATE DO CORPO DE BOMBEIROS. “”APARECER NA FOTO”"!!!!

    ATENDER CASOS CLÍNICOS NÃO DÁ “IBOPE”!!!

    ASSIM COMO SE INICIOU O PROJETO RESGATE NOS MEADOS DE 1989/1990 EM SP, CRIANDO O SISTEMA RESGATE NO CORPO DE BOMBEIROS, COM O AUXÍLIO DO AEROMÉDICO DO GRPAe PARA CASOS DE SURPORTE AVANÇADO ( AÉREO E TERRESTRE ), SENDO QUE ESTA CRIAÇÃO DITA O ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIAS PARA “VÍTIMAS DE TRAUMAS”, SENDO QUE A CRIAÇÃO DO SAMU CERTAMENTE SE ATRELAVA A ATENDIMENTOS DE PH SECUNDÁRIOS PARA CASOS NÃO TRAUMAS, POIS É DO ATENDIMENTO DO CB, O QUE DIGA-SE DE PASSAGEM HOJE E A MUITO TEMPO JÁ CAIU POR TERRA, COM O CB ABRAÇANDO ATÉ “UNHA ENCRAVADA”!!!!
    DIZEM POR AÍ, EM SP,QUE O SAMU ASSIM COMO COM MOTOCICLETAS IGLAUL AO CB JÁ PASSOU A OPERAR, ESTÁ DESEJANDO ENTRAR NO RAMO AÉREO DE ATENDIMENTO! O QUE ACHAM DISSO??!!! SE É VERDADE OU NÃO, PERGUNTE-SE A ELES!

    O QUE SE PODE ESPERAR AINDA, DE UM GOVERNO E DE UM PAÍS QUE REPUDIA E TEM REPULSA ATÉ MESMO EM OUVIR A PALAVRA MILITAR??!!!

    MAS FOI ASSIM QUE NASCEU E SE FIRMOU NO MUNDO TODO QUALQUER QUE SEJA O SISTEMA DE RESGATE E MEDICINA AEROMÉDICA QUE AQUI CONHECEMOS HOJE, E QUE POR SINAL EM SP TEMOS EXEMPLARMENTE NO CB COM O GRPAe.

    BASTA TAMBÉM VER COMO SÃO OS PROCEDIMENTOS DE ATENDIMENTO DO CB E SAMU! SERÁ QUE SE PARECEM EM ALGUMA COISA???

    CERTAMENTE O COMPROMETIMENTO MILITAR É EXTREMAMENTE MAIOR! E COMO JÁ LI NAS PALAVRAS ACIMA DO CMT, O QUE INTERESSA É A VÍTIMA SEMPRE; E É VERDADEIRO E INCONTESTÁVEL QUE UM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR EXEMPLAR NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES É QUE SALVA A VIDA DA VÍTIMA E ATÉ MESMO SEM SEQUELAS.

    PARA COMPLEMENTAR, COMO NÃO SE DEIXA AQUI EM SP, HAVER A FORMAÇÃO DE PARAMÉDICOS??!! QUEM TEM INTERESSE QUE NÃO TENHAMOS ESTE TIPO DE PROFISSIONAIS ATUANDO NAS RUAS PELOS CORPOS DE BOMBEIROS???!!

    SE LEMBRAM DA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA QUANDO FOR PARA “”METER A LÍNGUA CHEIA DE VENENO”" COM CERTEZA!!!

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