Comentários para “Vants da FAB apoiam apreensão de 2 toneladas de maconha na fronteira”

  1. Marcus disse:

    Esse é começo do fim das operações de helicóptero.

  2. Mena Barreto disse:

    Considerar que a operação de VANTs irá determinar o fim das operações com helicópteros é a mesma coisa que supor que a instalação de câmeras de monitoramento nas cidades irão determinar o fim das viaturas no patrulhamento.

  3. Maj PM Beni disse:

    Essa história é recorrente não só aqui no site, mas também em outros sites, fóruns, seminários e até em conversas informais.

    Tive a oportunidade, na construção da proposta do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil sobre Aviação de Estado (Aviação Pública), discutir muito sobre esse assunto, inclusive estudando normas de outros países (principalmente a norma inglesa). A OACI (ICAO) possui estudo sendo elaborado sobre o assunto. Nessas discussões (inclusive reuniões formais) com a indústria, Polícia do Pará, comissões de polícias estaduais que estudam o assunto, especialistas do Exército Brasileiro, Força Aérea e ANAC, etc, chegamos a uma proposta de subparte sobre o emprego do VANT na atividade de segurança pública.

    Nessas conversas percebi o “medo” de alguns dizendo que a operação do helicóptero iria acabar, outros vendo o assunto com certo descrédito, outros querendo comparar o VANT ao aeromodelo, outros com receio quanto ao uso do espaço aéreo e por ai vai……

    Na realidade, o VANT é um novo paradigma e já faz parte do nosso dia a dia e será um questão de tempo o seu uso integrado com a operação de aviões e helicópteros.

    O VANT, hoje, está passando pelo mesmo processo que passou o balão, o avião e o helicóptero no século passado.

    O VANT será integrado na operação, mesmo porque, ele não substitui uma operação SAR, Policial, Resgate, mas pode ajudar, por exemplo, na localização de uma aeronave acidentada, de pessoas perdidas na mata, de pessoa no mar, embarcações a deriva, fiscalização ambiental, busca de infratores da lei, etc. Sua aplicação será múltipla, mas quem fará o salvamento dessas pessoas será o helicóptero.

    Outra coisa que percebi nas conversas e debates é que o VANT, para ter sucesso, “deve” estar associado a uma unidade aérea, muito embora esteja ligado, em alguns casos, na área de inteligência. Porque? Porque a Aviação possui filosofia, cultura, legislação, etc, próprios, além de possuir órgãos específicos responsáveis por ela (ANAC e DECEA). O DECEA, inclusive, possui regulamento (AIC-N 21) sobre o emprego no VANT.

    O VANT utiliza o espaço aéreo, assim, tanto os equipamentos como seus operadores deverão estar engajados na Aviação, pois utilizarão o mesmo espaço que aeronaves tripuladas utilizam.

    Por derradeiro, o VANT é uma excelente ferramenta de apoio e já é uma realidade, agora basta sabermos como integraremos seus operadores e equipamentos num espaço aéreo em que voam aeronaves tripuladas.

    Esse é o desafio, não só do Brasil, mas do mundo.

    Eduardo Beni
    Maj PM – GRPAe/SP

  4. Mauro Ayres disse:

    Prezado Major Beni,

    Absolutamente correto ! Não há dúvida que o VANT estará presente nas operações militares, policiais e de vigilância do Meio Ambiente. E deve fazer parte das Unidades Aéreas, ou pelo menos trabalharem integrados.
    O VANT jamais substituirá um helicóptero, seja de radipatrulhamento aéreo, resgate, transporte aeromédico, assalto, transporte de tropa, etc… . Ao contrário, será os olhos avançados da missão.
    Um bom tema para a aviação de segurança pública estudar e formar uma opinião única para subsidiar as autoridades.

    Como bem voce cita, o VANT está na sua primeira fase: quem pode operar? pra que serve ? mais um para ocupar o espaço aéreo? Assim foi quando alguns policiais começaram a voar.

    CMTE AYRES – PLAH 0552.

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