Senhores,
Tendo em vista a polêmica criada em torno do artigo, estamos bloqueando o mesmo para novos comentários.
Infelizmente, a questão do acidente foi deixada para segundo plano e ficou-se discutindo “competências legais” da operação do DOA/PRF.
Não que o assunto da competência não seja interessante, mas a discussão aqui não está mais progredindo.
Logo, se alguém se interessar em aprofundar tal discussão, nos encaminhe um artigo técnico através do email [email protected], que avaliaremos a pertinência de sua publicação.
Com relação ao aspecto de Segurança Operacional, este sim é um assunto que deveria ter sido mais explorado, deixo a mensagem sobre o ocorrido :
“Não existe acidente novo, mas sim novas pessoas envolvidas em velhos acidentes”
Esperamos que entendam a postura do site.
Abraços e Bons Voos!
ALEX MENA BARRETO
Administrador
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]]>Após acompanhar as postagens realizadas neste espaço democrático, gostaria de deixar o registro, afinal sou Cmte de helicóptero aeromédico da Polícia Rodoviária Federal em Brasília/DF.
01 – Lametável o ocorrido com o helicóptero da PRF em Olinda/PE, todavia este mesmo helicóptero e suas tripulações participaram da missão de apoio as enchentes de Pernambuco e Alagoas realizando 98 resgates as vítimas ilhadas e salvaram vidas.
Neste locais, operamos juntos com Marinha, Força Aérea Brasileira e Exército, trabalhamos pelas pessoas e cumprimos nosso missão como Servidores Públicos.
02 – Estivemos também, no trabalho de resgate no Morro do Bumba – Rio de Janeiro, transportamos alimentos aos fragelados em apoio a Defesa Civil local.
03 – Ja faz algum tempo, estivemos também em Santa Catarina, Vale do Itajai, Morro do Baú com 04 helicópteros. Nesta ocasião observamos Instituições de diversos locais do Brasil, em torno de 30 helicópteros, trabalhando pela sociedade, a missão foi gratificante.
04 – Qual será a próxima missão?, Qual será o Estado que solicitará ao Governo Federal o apoio?
O caminho é Presidência da Repúblcia, Ministério da Justica, por fim ao DPRF. o que faremos? Com certeza iremos cumprir missão de salvar vidas e tranportar alimentos, água, roupas, profissionais da Defesa Civil, cádaveres, ou seja faremos o que for necessário para ajudar.
05 – A cada dia vejo que incidentes e acidentes podem ocorrer com qualquer instituiçao, quem já passou por isto tem outra opinião e não tenho duvida que o comentário foi “Ainda bem que não aconteceu nada mais grave”
Aqui em Brasília e em outros Estados já aconteceram vários acidentes e incidentes com outras instituições. O que fizemos, lamentamos, prestamos o nosso apoio, afinal acreditamos que todo dia decolar e contrariar as “leis” da fisíca é para poucos.
06 – Não fazemos trabalhos fora da lei, seguimos a Constituição, as Leis, as Intruções Normativas, os Acordos de Cooperação Técnica, os Convênios e outras formas legais pactuadas com outras Instituições e o DPRF.
07 – Somos Aviadores do Departamento de Políca Rodoviária Federal.
08 – Por fim para quem não conhece o trabalho a DOA/DPRF e gostaria de conhecer, acesse “www.resgatedoa-brasil.blogspot.com”, lá encontrará o nosso trabalho e estamos aguardando os comentários.
09 – A DOA/DPRF está a disposição da Sociedade Brasileira com 06 Bell’s 407, 04 EC120B, 01 Bell 412 e 01 Sêneca III.
Atenciosamente,
Jeferson Antonio Espindola – ANAC 102197
Policial Rodoviário Federal
Cmte Base DOA/DPRF – Brasília/DF
061-2025-6907
” O HOMEM É DO TAMANHO QUE PENSA” (frase de Autor desconhecido).
]]>A PRF assim como qualquer outra instituição tem seus prós e contras. Agora, peguemos algumas (para não dizer quase todas) as unidades que operam o Esquilo, por exemplo. Suponhamos que esse evento (de a aeronave ter colidido um objeto durante a segunda perna da missão) tivesse ocorrido durante a aproximação ou decolagem da aeronave. Ou seja, a aeronave transportando um paciente com as portas abertas, os tripulantes sem cinto de segurança e a maca sobre um suporte rígido. Os estilhaços provocados pela colisão poderiam ter sido fatais.
E o pior, se viesse acontecer com os que defendem que a PRF realiza uma atividade inconstitucional, esses mesmos utilizariam os mesmos argumentos que quem defende a PRF utiliza, hoje (apontar os defeitos dos outros é sempre mais fácil). Ou seja, defenderão, dentro das particularidades de cada situação, que os procedimentos adotados no Esquilo para resgate/salvamento são em prol da vida.
O que quero dizer é que: a AVSEGPUB tem a OBRIGAÇÃO de abandonar esse argumento que já virou um bordão. Nada justifica a exposição excessiva ao risco. Nem mesmo outra vida. É preciso ser mais profissional do que isso. Evitar de se sustentar no lado emocional da atividade e esperar que todos entendam que isso é feito “de coração”. Não é assim. Todos são profissionais, todos são pagos por isso. Logo, os argumentos devem ser da mesma forma.
A legislação vigente abre brechas para dupla interpretação? Abre. Isso é incontestável, vide os argumentos apresentados até o momento. Entretanto, no meu entendimento, esse não é o local mais apropriado e nem somos as pessoas mais competentes para definir a questão. Se alguém vê, de fato, uma ilegalidade na atividade, não custa nada fazer uma denúncia ao MPU, ou a qualquer esfera que seja. (O mesmo comentário que foi feito aqui poderia ser enviado aos órgão competentes, não haveria nada demais nisso). Isso é ser profissional. Tenho certeza que existem pessoas bastante competentes para decidir sobre o assunto. E até a própria PRF teria o prazer em atender e expor as suas justificativas (técnicas) sobre o assunto.
Agora, o que não é conveniente é ficarmos debatendo um tema que não nos diz respeito, apenas no intuito de polemizar a questão. Falhas existem em todas as esferas da AVSEGPUB. Ela não é perfeita. Entretanto, me entusiasma ver que existem pessoas que enfrentam e trabalham para sanar da melhor maneira possível os problemas encontrados.
Fica para reflexão: Quantas unidades não se desenvolveram, ou ficaram engessadas, por terem dificuldades em se adaptar, ou alterar, uma doutrina? Quantas poderiam estar numa situação bem diferente se não tivessem se agarrado à uma opinião e feito o possível para atender o interesse público? Como o sistema estaria caso questões pessoais não tivessem sido colocados à frente dos interesses da sociedade?
A sociedade não quer saber quem está realizando a missão; a sociedade não quer saber qual é a patente do piloto da aeronave; a sociedade não quer saber o modelo de helicóptero/avião que está sendo empregado na missão; a sociedade não quer saber dos equipamentos utilizados pela polícias e bombeiros; a sociedade não quer saber quantos homens são necessários para realizar uma missão; a sociedade quer saber é da sua saúde, segurança e bem-estar.
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