Em primeiro lugar, acredito que devemos comemorar o primeiro aniversário do GRAER PR, que vem se destacando no serviço de resgate no Paraná e que contribuiu muito na calamidade no Rio de Janeiro em jan/11, em Guaraqueçaba em Fev/11 e mais recentemente nas enchentes em Santa Catarina com este modelo de aeronave. Está provada em cenário real de grandes proporções.
Em segundo lugar, gostaria de declarar que a Helibras desenvolveu o kit aeromédico no Brasil com auxílio dos médicos do SIATE /Paraná, organização respeitada no meio. A maior preocupação foi com o arranjo da cabine traseira, de modo a proporcionar a melhor distribuição para que o médico e o enfermeiro tivessem condições de assistir o paciente. Por isso, o Gov. Paraná está satisfeito.
Terceiro: a aquisição da aeronave foi fruto de uma licitação, na qual podiam concorrer mais 2 modelos de fabricantes diferentes. No Brasil, o processo licitatório é obrigatório e no caso, por se tratar de Convênio com a SENASP, obrigatoriamente tiveram que fazer um pregão presencial.
Quarto: o desenvolvimento de equipamentos e acessórios para aeronaves e tambem de novos modelos de aeronaves para que seus clientes no mundo tenham mais opçoes é uma obstinação da Eurocopter e isto todos sabem disso. No caso do EC 130B4, os investimentos já estão programados e independem de alguma compra grande de cliente. É uma questão de tempo.
Quinto: cada operador sabe de suas necessidades e deve elaborar seus projetos com base em seus requisitos operacionais, e não por vontade ou preferencia por determinada máquina.
Sexto: A Helibras vem perseguindo o conhecimento tecnologico e está constantemente em busca de novos projetos para que obter transferencia de tecnologia, pois não se esconde de ninguem que pretendemos projetar, desenvolver, fabricar e homologar o primeiro helicóptero brasileiro ate 2020, dominando o ciclo completo. Há quem discorde e até torça contra, mas estamos firmes nesse propósito.
Sétimo: a operação de biturbinas virá naturalmente com o tempo. Não é só uma questão de recursos financeiros, mas também de se formar mais pilotos e de aumentar a formação para se obter o cartão IFR. Mas há Estados em que ainda não têm como obterem biturbinas, então o mono serve, pois é melhor do que nada. “Quem não tem cão, caça com gato”.
Oitavo: A Polícia que trocou os B4 por B2 usados não faz resgate e para o radiopatrulhamento aéreo, os B2 são imbativeis devido ao seu baixo custo operacional. A PMSP sabe disso e não mudou até hoje.
Nono: os comentarios acerca da incompatibilidade do B4 para a operação de resgate : pular o paciente ou o comandante, acesso às pernas do paciente, blá blá blá… , me parecem um pouco fora de propósito. E se algum cliente quiser uma outra solução, a Helibras pode desenvolver. Basta especificar e o faremos. A aeronave tem grande volume de cabine e assim fica mais ´fácil para os engenheiros. O que é importante registrar é que há um Bureau D´Etudies na França e um Centro de Engenharia no Brasil (aqui com 47 engenheiros brasileiros) dispostos a buscar a solução adequada para cada cliente.
Finalmente, agradeço os comentários acerca da nova aeronave de resgate, os quais serão transmitidos internamente para aprimoramento do produto. Permaneço à disposição para receber mais críticas e comentários através de meu email profissional abaixo disponibilizado. Sintam-se à vontade para se manifestarem. Serão benvindas as observações.
Atenciosamente,
MAURO HENRIQUE AYRES
GERENTE DO MERCADO GOVERNAMENTAL
[email protected]
COMO MUITOS JÁ ESCREVERAM, O QUE VAI DITAR A MELHOR AERONAVE PARA AS MISSÕES SÃO AS PECULIARIDADES DE CADA OPERADOR, SUAS NECESSIDADES, AS REGIÕES E MISSÕES AOS QUAIS É EXIGIDO.
AQUELE QUE OPERA EM REGIÃO COSTEIRA, COM UM GRANDE FLUXO DE BANHISTAS, EMBARCAÇÕES, DIVERSAS ATIVIDADES NO MAR, CERTAMENTE DEVE TER AO SEU DISPOR UMA AERONAVE DE MÉDIO PORTE (BITURBINA / EQUIPADA PARA MISSÕES MAR ADENTRO / GUINCHO E ETC – AS365/S76/BELL412/AGUSTA119 E ETC); ALÉM DE OUTRAS MISSÕES TERRESTRES AO QUAL ESTE TIPO DE AERONAVE SEJA MUITO MAIS ADEQUADA.
QUE DIRÁ RECEBER UM TIPO DE AERONAVE QUE POR EXEMPLO EM SP TALVEZ NÃO SEJA MESMO A MAIS ADEQUADA EM TANTOS ASPECTOS PARA UTILIZAÇÃO AEROMÉDICA.
SE É PARA SE ADQUIRIR ALGO NOVO, QUE SEJA ALGO QUE ATENDA MUITAS EXPECTATIVAS E PARA A GRANDE MAIORIA DAS NECESSIDADES.
DIGA-SE DE PASSAGEM QUE UMA UNIDADE DO BRASIL SITUADA EM REGIÃO LITORÂNEA NÃO RECEBE UMA AERONAVE VEMD PARA OPERAR POIS EXISTE A ALEGAÇÃO DE QUE A SALINIDADE AFETARÁ ESTE SISTEMA. ORA, SE O PROJETO DESSE SISTEMA NÃO FOR EXECUTADO PARA SUPORTAR TAL CONDIÇÃO, SERÁ QUE EXISTIRIA ENTÃO?
UMA AERONAVE QUE NÃO HÁ DE SER A MAIS ADEQUADA E INDICADA PARA MISSÕES AEROMÉDICAS CERTAMENTE NÃO DEVE SER ADQUIRIDA, MAS SIM AQUELA QUE REALMENTE POSSA SEU OPERADOR DISPOR DELA PARA TANTAS OUTRAS E COM MELHORES CONDIÇÕES, E ATÉ MESMO EQUIPAMENTOS OPCIONAIS E ETC.
QUE A LUZ DIVINA DOS CÉUS NOS AJUDE PARA QUE QUANDO SE PENSAREM EM ADQUIRI AERONAVES SE OBSERVEM REALMENTE E AMPLAMENTE AS REAIS NECESSIDADES DE MÁQUINA.
SAÚDE, SUCESSO E BONS VOOS!
]]>01 e 02 – Realmente, como já disse, isso hoje não é possível, mas é um processo de desenvolvimento natural, assim como foi no esquilo no início de seu desenvolvimento. Isso virá com a demanda, o PR abriu este processo.
03 e 04 – Ao iniciar a operação, estando você com um médico, enfermeiro e um tripulante a bordo, qual a razão do co-piloto desembarcar. E caso seja necessário, já saiu da rotina, lugar de co-piloto, é dentro na aeronave, quando a mesma em operação, cada um no seu lugar, penso eu.
05 – Você tem um médico a bordo ou este atendimento já foi feito fora da aeronave, estando a vítima estabilizada ou pré-estabilizada, devendo vc fazer monitoramento no troco ou nas vias aéreas da vítima, o que vc fará nas partes de baixo, joelhos e pés da vítima, não vejo nenhuma razão para este apontamento.
Nossa aviação está a caminhos lentos para a operação de bíturbina, mas os estados com menos recursos, devem buscar monoturbinas com mais capacidade, e o EC 130, o Koalla, O Hewey II ( com reservas ), podem oferecer este plus a mais.
Bom fim de semana a todos
TC Gonçalves
Piloto – PMDF
1) Até que a engenharia da Eurocopter resolva, para esta aeronave não existe possibilidade de instalação de guincho;
2) Até que a engenharia da Eurocopter resolva, não existe porta corrediça do lado direito da aeronave, há somente do lado esquerdo;
3)O copiloto fica sentado no centro da aeronave e a posição do comandante é do lado esquerdo, assim, se o copiloto quiser embarcar precisará pular o assento do comandante ou a maca se ela estiver instalada (a maca é instalada na longitudinal da aeronave);
4) se o copiloto quiser desembarcar da aeronave, ou pula o comandante ou pula a vítima (se ela estiver na maca), ou, então, permanece sentado;
5) com a vítima deitada na maca metade de seu corpo fica ao lado do copiloto, assim, nem o médico e nem o enfermeiro possuem fácil acesso à todo corpo da vítima.
Essa aeronave é muito utilizada no Grand Canyon/EUA e Havai, pois possui baixo ruído em razão do fenestron e tem excelente visibilidade externa, ótima para os turistas apreciarem a vista. Como publicado nesse site mesmo, Long Beach Police trocou seu EC130 por um AS350B2, caramba…
Se, realmente, essa aeronave for empregada no resgate aqui no Brasil, a Eurocopter precisará que seus engenheiros trabalhem diuturnamente.
Roberto Amaral
]]>Excelente aeronave…como existem outras tantas…
O X da questão é para o que será utilizada a aeronave.
Esta figura do multimissão e que se diz que o Esquilo já deu tudo q tinha q dar…bom…é questão de ponto de vista…ou pior, uma questão de recursos financeiros…ai nos deparamos com o custo operacional, pessoal especializado para operar e manter, peças, etc.
Como a maioria dos companheiros tem conhecimento, na maioria dos países, principalmente na Europa, não há nem a possibilidade de se utilizar uma aeronave monoturbina em missões de SegPublica, em compensação aqui há alguns q podem considerar isso um luxo, observando-se o enxame de helicópteros a pistão que sobrevoam nossas principais capitais.
Segurança Operacional X Custos X Regulamentação
Esse triângulo definiria a melhor aeronave para cada missão…mas e o “pato” multimissão (voa, nada e anda, mas nenhuma das atividades a contento!) ??? Como definir qual a melhor característica ou qual a que será mais utilizada???
Cada usuário deve ter condições de responder a isso de acordo com suas peculiaridades operacionais.
Não há receita de bolo que funcione para todos e nem aeronave q atenda a todas as necessidades…acredito eu…
Bons voos a todos
Cap PM Simões
Piloto- GRPAe/SP
Um abraço e bons vôos
TC Gonçalves
Piloto – PMDF