Grato
Gomes
Trip Op
“O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho.”
Abraham Lincoln.
SD MARLON – TRIPULANTE OPERACIONAL DE HELICOPTERO POLÍCIAL DO NÚCLEO DE OPERAÇÕES E TRANSPORTE AÉREO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (NOTAer)
]]>Desde já agradeço.
Sgt Isidoro.
]]>Mais uma vez venho destacar de forma positiva a existência deste espaço para a evolução de nossas operações.
Estou passando agora por um curso em que estamos levantando diversas polêmicas relacionadas inclusive com a legalidade do procedimento de corte do cabo, seja com carga viva ou não.
Em termos de experiências nessa técnica, em agosto de 2007 infelizmente tivemos em Brasília uma fatalidade que nos fez revisar o nosso POP para esse tipo de operação.
Na III Semana de Prevenção de Acidentes do GAvOp foi realizada uma palestra sobre o estudo de caso do acidente envolvendo a aeronave Resgate 01, PT HLZ, que ceifou a vida de 03 de nossos companheiros. O relatório final desse acidente está praticamente concluído, aguardando apenas a aprovação final por parte do CENIPA, estamos ansiosos pelas recomendações de segurança ali contidas.
Contudo, mesmo sem a palavra oficial sobre o assunto, pela palestra pudemos verificar que a queda ocorreu em função do desprendimento dos rotores com a célula da aeronave. Isso aconteceu em decorrência do contato dos cabos do Mac Guire com os rotores, que vieram a enrolar-se provocando a abrupta parada dos rotores, literalmente partindo e separando todo o conjunto da CTP da ACFT.
Não vou aqui discorrer com detalhes simplesmente por não conhecer com propriedade todo o teor da investigação, mas dentre a série de fatores contribuintes para o acidente foram abordadas situações dinâmicas e interativas entre fatores de ordem técnica e humana. Como conhecedores da natureza de nossas atividades, sabemos todos que o acidente nunca tem uma causa isolada, de modo que se deve sempre analisar todos os fatores que possam culminar no sinistro.
Segundo a apresentação preliminar do acidente, dentre os diversos fatos investigados, foi mencionado sim a ocorrência de pêndulo, e na perícia foi constatado que o cabo não foi cortado. Infelizmente não podemos afirmar que o corte poderia influenciar o resultado final, bem como não podemos saber por motivos óbvios se houve ou não a ordem para fazê-lo, ou se houve a tentativa infrutífera de realizar o corte, ou se houve alguma falha de julgamento da equipe quanto ao corte ou não. Certamente toda a investigação não se resume a isso, e nunca teremos como afirmar todas as reais circunstâncias que resultaram no acidente. No resta então procurar aprender com as experiências, sejam elas boas ou ruins.
Parabenizo a iniciativa do GRPAe em dispor suas técnicas para sofrer as críticas de todos que atuam nessa seara. É uma atitude de maturidade e que trará a todos o aprendizado.
Estamos buscando entrar numa nova fase de interação entre nossas unidades, por meio de intercâmbio técnico com envio recíproco de tripulantes para essa troca de experiências.
Analisando a técnica aqui exposta, faço a minha ressalva pessoal sobre a forma de alijamento da carga externa, mesmo vendo as explicações acima acho muito importante analisar a forma mais objetiva de se fazer o procedimento, não nos baseando apenas na experiência pessoal de nunca ter precisado fazê-la. Tudo deve ser testado!
Abraço a todos,
Bons vôos!!!!
1ª frase. A sua segurança esta acima de qualquer coisa para que você não se torne uma vítima ou notícia do jornal do dia seguinte.
2º frase. Heroi é aquele que volta para o ceio de sua familia andando por si só e não carregado por amigos e com uma bandeira por cima de você.
3º frase. É melhor você ter e nunca precisar usar, do que precisar usar e não ter
_ por isso que sempre estou a passos na frente do sinistro, observo todas as circunstâncias possiveis de uma ocorrência com o uso da ACFT e EQUIPAMENTOS operacionais vim a dar errado se tem uma coisa que a falha humana não afeta e a tal da PADRONIZAÇÂO dentro da especificações e normas tecnicas, s observamos os mais recentes acidentes com ACFT de asas rotativas as primeiras pedras do DOMINÓ que tombaram foram justamente estas.
quando eu estiver em S. Paulo vistarei o vosso Hangar outra vez para trocarmos ideias OK. abraços
]]>Obrigado por suas observações, porém, analisemos algumas situações e pontos que influenciam diretamente na operação.
As técnicas utilizadas para estes tipos de operações são padronizadas, como já citado, e utilizadas por todas as Bases Operacionais do GRPAe, logo por aproximadamente 300 policiais. Entendo e concordo quando diz que os mosquetões e outros pontos de ancoragem não são os especificados pela Eurocopter e tomaremos as devidas providencias, todavia, quando comenta o fato da corda estar permeada e de certa forma oferecer risco a operação, tenho que discordar.
Já avaliamos a possibilidade das cordas serem independentes e não encontramos um motivo razoável para que fossem. Nós, assim como para vocês, acredito, lidamos com a doutrina de que para trabalhos em altura onde empregamos carga viva (tripulantes Operacionais) teremos em 90% das nossas técnicas um sistema equalizado com no mínimo dois pontos de ancoragem (Bomba e backup) inclusive para plataformas instáveis, no caso do Mac’Guire, o Gancho e a Aranha, respectivamente. O fato de a corda estar permeada atenua esta premissa.
Já o fato de os mosquetões e cordas estarem paralelos conectados no gancho, não influenciará na resistência dos mesmos, pois estarão tencionados na mesma direção e não um contra o outro.
Infelizmente não utilizamos cordas Mammut e nem a K2.
As emergências dentro do rapel e Mac Guire serão solucionadas de acordo com sua gravidade. A necessidade de alijamento do sistema não será contestada e seguira de “corte imediato das cordas”, independente de serem “duas ou uma corda”. Função do lançador (Fiel) que estará atento a todo o momento a esta possibilidade.
Caro colega, entendo que este tipo de discussão é salutar e têm que acontecer. Particularmente fico feliz por haver profissionais atentos a estes detalhes que de certa forma podem influenciar na operação.
A pratica e a experiência é de grande valor. Atuamos em condições especiais e temos que contar com imprevistos e nos preocuparmos em dar soluções previas a tais.
De qualquer forma, fica aqui mais um convite para que nos visite!
Um grande abraço e obrigado!
Sgt PM Edmar
Tripulante Operacional
GRPAe – SP
Faço lembrar que em nenhum momento disse de qual estado e o GRUPAMENTO AÈREO que pertenço, pois isto e relevante, o conhecimento, experiencias e estra troca de informações sim é o mais importante……………abraços
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