Comentários para “Helicóptero da Polícia faz aterrissagem de emergência em Nova York”

  1. Graças a Deus a tripulação do New York Police Aviation Unit saiu-se bem dessa.

    Imagino o que teria acontecido se o helicóptero Bell 412 EP não estivesse equipado com os flutuadores, assim como são a imensa maioria dos nossos helicópteros policiais do Brasil…

    Sem os necessários flutuadores, só resta o treinamento no UTEPAS para tentar salvar a tripulação: “mão na fivela, mão na janela…” e por aí vai!

    Vamos começar a olhar com mais atenção para esse recurso de segurança chamado FLUTUADOR, ainda que operemos sobre área urbana, como foi o caso de Nova Iorque…

    MAJ PMERJ Rodrigo Duton – PCH

  2. Adilson Bornhofen disse:

    Quantas aeronaves de segurança pública no Brasil poossuem flutuadores?
    Quanto pudemos nos deslocar da costa com um helicóptero monomotor?
    Quantos tripulantes possuem o treinamento adequado para cumprir missões de busca e salvamento…
    É ” Mão na fivela Mão na janela”
    Good fly!!
    Adilson Bornhofen
    Maj BAPM/SC

  3. AvSegPub disse:

    Não só esse recurso, Rodrigo. Existe uma série de equipamentos que poderiam trazer maiores benefícios à operação policial. Porém, infelizmente, acabam sendo dispensados por uma mentalidade atrasada e limitada que se tem sobre segurança operacional em operações de segurança pública.

    É preciso incentivar investimentos nessa aérea de segurança operacional. Não basta apenas possuir um helicóptero se este não permitir seu devido emprego. Quando digo “devido emprego” não me refiro às adaptações realizadas pelo Brasil afora. Para mim todas essas adaptações são um atraso na AvSegPub. Essa cultura do jeitinho brasileiro pode ser interessante, “bonitnha”, mas causou uma ferida profunda no sistema. Sabe por quê? Explico. Quando se fazem essas adaptações, mascara-se a realidade. Aceita-se fugir das necessidades reais, dos padrões pré-determinados em detrimento de uma economia burra. Para cada realidade, ou missão, ou operação, como quiser, existe um equipamento adequado. Basta ter um pouco de paciência e persistência que serão encontrados. E se não forem, tem que incentivar o seu desenvolvimento. O Brasil não é o único país no mundo a operar helicópteros na segurança pública.

    Não estou querendo discriminar e desvalorizar a utilização de adaptações no desempenho das missões. Pelo contrário, elas são válidas, porém o que não me parece ser coerente é adaptar uma missão em detrimento da adaptação e posteriormente passar a adota-la como padrão. Esse é o principal problema das adaptações. Quantas unidades aéreas não estão presas à realidade que acabo de descrever? Muitas. E por quê? Porque definiram que a adaptação seria o caminho e deixaram de investir na busca de novos equipamentos. Resultado: anos e anos de inércia na AvSegPub. E, por mais que digam que as coisas estão mudando, poucas são as mudanças palpáveis. Estão em sua grande maioria apenas no campo das idéias. Surpreendente como o que eu chamo de “força oculta” que existe na AvSegPub não deixa o sistema se desenvolver. Agora quem se beneficia, ou são beneficiados, com essa inércia? Não tenho certeza. Até teria algumas teorias, mas não veem ao caso.

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