O equipamento McGuire – conheça a história dessa técnica

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by Donald J. Taylor
Recon Team Leader
July 1968 – July 1970

A missão do Projeto Delta na guerra do Vietnam era de realizar missões de reconhecimento em profundidade, e para tal, dependia dos helicópteros UH-1D/H do Exército Americano, principalmente da 281a. Compania de Helicópteros de Assalto, para infiltração e exfiltração de suas equipes de reconhecimento. Quando uma equipe de reconhecimento ficava comprometida e não conseguia quebrar o contato com o inimigo, normalmente a equipe solicitava uma exfiltração de emergência, e muitas vezes tal manobra realizou-se usando o equipamento de McGuire.

Três soldados de Projeto Delta utilizam o equipamento de McGuire durante o treinamento em Mai Loc, Vietnam, em 1969

O equipamento de McGuire era o método usado para extrair uma equipe através da utilização de cordas quando o helicóptero de exfiltração não podia efetuar pouso em local próximo, embarque a baixa altura ou utilização de uma escada de cordas de aproximadamente 10 metros de comprimento. Se o helicóptero conseguisse efetuar o pairado a pelo menos 100 pés (cerca de 30 metros) acima da equipe, o equipamentos de McGuire era lançado e retirava-se a equipe com ele.

O equipamento de McGuire era simplesmente uma tira de nylon de 3  polegadas de largura por aproximadamente 3 metros de comprimento formando um laço bastante grande para um homem conseguir sentar-se e com um laço menor para efetuar o transporte de feridos ou inconscientes. O ponta dessa tira de nylon é presa em uma corda de cerca de 120 pés de comprimento e que por final é presa no helicóptero.

A corda do equipamento era dobrada em “S” e presa por fitas de borracha a duas tiras de lona em um container chamado de Griswold. O container de Griswold tinha três funções: impedir a corda de sujar, proteger a corda quando em deslocamento e proteger a corda da borda exterior do assoalho do helicóptero.

A ponta interna da corda era transpassada em um toco de madeira e por fim ancorada em pelo menos três anéis de fixação no piso do helicóptero. O toco de madeira tinha três anéis de fixação que também eram fixados no piso do helicóptero. Um saco de areia de aproximadamente 10/15 kg era fixado na outra ponta da corda que era lançada junto com a tira de nylon. Normalmente eram instalados e preparados três equipamentos de McGuire em cada helicóptero.

A ponta interna da corda era transpassada em um toco de madeira e por fim ancorada em pelo menos três anéis de fixação no piso do helicóptero. O toco de madeira tinha três anéis de fixação que também eram fixados no piso do helicóptero. Um saco de areia de aproximadamente 10/15 kg era fixado na outra ponta da corda que era lançada junto com a tira de nylon. Normalmente eram instalados e preparados três equipamentos de McGuire em cada helicóptero.

O coração e a alma do equipamento de McGuire eram as suas cordas, e a boa manutenção das cordas foi crucial para a confiança no equipamentos de McGuire. As cordas de náilon de meia polegada eram certificadas para 3600 libras (aproximadamente 1.600 kg). Depois de cada uso, as cordas eram inspecionadas cuidadosamente, e se constatasse um fio danificado, descartava-se a corda. Cada fio trançado era do comprimento inteiro da corda e se um fio era danificado, a corda inteira enfraquecia-se.

Na vida útil das cordas de 30 metros, havia um fator de esticamento de cerca de 20% antes de serem descartadas. Após cada uso, a corda esticava-se até perder completamente sua elasticidade em aproximadamente 36 metros, e antes que isto acontecesse a corda também era substituída. Mas isto criava um problema devido aos comprimentos variados das cordas. Se uma nova corda de 30 metros substituía uma corda danificada, ela seria mais curta do que as outras duas cordas de equipamento de McGuire e o soldado exfiltrado nesta corda possivelmente ficaria 3 metros mais alto do que outros dois soldados. Para corrigir isto, a nova corda era propositalmente amarrada no parachoque de dois veículos e esticada até que o seu comprimento combinasse com as outras duas cordas do equipamento.

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Pode se ver atrás do soldado, o helicóptero equipado com a escada de alumínio, um container de Griswold, e o saco de areia.

Depois que os equipamentos de McGuire eram instalados no piso do helicóptero, uma escada de mão feita com degraus de alumínio e cabos de aço era instalada por cima da amarração. A escada com cerca de dez metros de comprimento era ancorada no esqui da aeronave e ficava enrolada no interior da cabine. Um cabo espia era amarrada em um degrau na altura da metada do comprimento da escada e o “rolo” todo ficava preso por um cinto de segurança comum. Para lançar as escadas de mão, o cinto de segurança era solto e empurrava-se o “rolo” todo para fora da aeronave. Depois de lançadas, utilizava-se a corda espia para recolher a mesma para o interior do helicóptero novamente.

Quando decidia-se utilizar os equipamentos de McGuire, a “rolo” da escada era colocada para o lado oposto do interior da cabine do helicóptero. O tripulante abria o container de Griswold e utilizava-o como proteção da borda do piso do helicóptero (canto vivo) por onde seria lançadas as cordas, assegurando-se que o tecido de lona espesso do container permanecesse entre as cordas e a borda de piso da cabine.

Assim que o helicóptero estivesse na posição acima da equipe a ser exfiltrada, o tripulante lançaria os sacos de areia por fora dos esquis da aeronave. O peso do saco de areia iria desenrolar a corda das fitas de borracha em alta velocidade. Observava-se também a cautela de lançar os sacos de areia de forma a não acertar a equipe em terra.

Equipe efetuando o acondicionamento de uma escada de mão em um helicóptero UH-1 Huey em Phu Bai, Vietnam, 1968.

A composição padrão de uma equipe de reconhecimento do Projeto Delta era de dois operadores especiais americanos e quatro operadores especiais vietnamitas, logo era necessário dois helicópteros para exfiltrar uma equipe completa pelo equipamento de McGuire. O procedimento padronizado de exfiltração pelo equipamento de McGuire estabelecia que o primeiro helicóptero tiraria três vietnamitas e o segundo helicóptero tiraria os dois americanos e o outro vietnamita. Como tinham rádios, os americanos sempre foram os últimos a serem exfiltrados.

O procedimento padronizado na exfiltração também estabelecia que cada homem utilizasse a bandoleira de seu fuzil CAR-15/M16 em posição de uso, assim permitia a equipe ter como usá-lo durante a manobra, devolvendo fogo se necessário.

No momento em que os sacos de areia atingissem o chão, os três primeiros homens sairiam correndo, pegariam os equipamentos de McGuire, ancorariam suas mochilas na tira de nylon, segurariam com a mão esquerda o laço pequeno de pulso, entrariam no laço grande de nylon, olhavam para o helicóptero e sinalizavam “ok” para o tripulante assim que prontos. Quando o tripulante visse que todos os três estivessem prontos, comunicaria ao piloto para decolar. Com o helicóptero subindo, as cordas se tensionariam e então cada homem poderia sentar-se no laço de tira de nylon do seu equipamento de McGuire. Os soldados prendiam as pernas e braços após a decolagem de forma a tornar uma massa mais estável para ser transportada como carga externa do helicóptero. Esse arranjo também era útil para o caso de uma das cordas partir, sendo que os os companheiros poderiam salvar o terceiro, segurando-o.

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Helicóptero UH-1 equipado e pronto para apoio e exfiltração se necessário.

Caso fosse possível localizar uma clareira segura na rota de regresso para a base avançada do Projeto Delta e o helicóptero tivesse o combustível suficiente, efetuava-se um pouso e embarcaria a equipe na cabine. Se não, a equipe faria um passeio longo e pouco confortável, sentada naquela tira de nylon de três polegadas, que em qualquer duração ficava bastante doloroso.

Era bastante comum um “passeio” no equipamento de McGuire durar uma hora ou mais, pois a maior parte de áreas de operação (AO) de reconhecimento do Projeto Delta ficavam no limite da autonomia dos helicópteros UH-1D/H. Mesmo com a capacidade máxima de combustível, os helicópteros decolavam das bases avançadas (FOB) com combustível apenas para atingir a AO, passar não mais do que quinze minutos no local e logo voltar a FOB. Se o helicóptero de extração demorasse mais do que os quinze minutos previstos para recuperar a equipe, ele não teria combustível suficiente para alternar para uma área de pouso e embarcar os soldados. Quando isto acontecia, a equipe ia pendurada no equipamento de McGuire por mais de uma hora de voo.

O tripulante tinha um facão a bordo do helicóptero e utilizava-o para cortar as cordas do equipamento de McGuire caso a equipe ficasse entrelaçada nas árvores na decolagem. Caso o helicóptero apresentasse algum tipo de problema mecânico e começasse a cair, o tripulante deveria esperar que a equipe estivesse no nível do topo das árvores antes de cortar os cabos. Todos entendiam que a equipe tinha uma possibilidade muito maior de sobreviver ao impacto com as árvores ou com a terra do que caso o helicóptero caisse em cima deles.

Solução para o desconforto

Os equipamentos de McGuire eram tão desconfortáveis que logo se iniciou o desenvolvimento de um equipamento para substituí-lo. Contudo, o novo sistema STABO (um tipo de colete tático com função para içamento) não foi aprovado pelo Projeto Delta por razões logísticas. Enquanto que com o sistema McGuire a unidade teria de manter o controle de 20 ou 30 equipamentos, enquanto que com o novo sistema STABO a unidade teria de manter a integridade de um equipamento para cada soldado, contabilizado em centenas

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Sergeant Major Charles T. McGuire ganhou notoriedade ao desenvolver a ideia da técnica McGuire de exfiltração por helicóptero

O equipamento STABO era um colete costurado em um formato semelhante aos utilizados pelos paraquedistas, era bastante caro e demorado para manufaturar. O colete era de material de nylon, semelhante ao utilizado pelas tiras do equipamento de McGuire e era usado em campo para afixar e carregar equipamentos e acessórios (tipo um colete tático), até que fosse necessária a sua utilização para uma exfiltração.

Para utilizar o colete STABO na exfiltração com cordas, duas tiras do colete eram passadas por entre as pernas e presas em uma fivela “D” na frente do colete. O cinto com o armamento individual do soldado e duas tiras no peitoral eram afiveladas junto ao colete, formando uma espécie de “cadeirinha de salvamento” que seria ancorada na corda lançada pelo helicóptero por duas fivelas em formato “D”.

Quando o colete STABO e o equipamento de McGuire eram comparados,  a única vantagem que o equipamento STABO tinha sobre o equipamento de McGuire era o conforto. Pela praticidade, o sistema McGuire era imbatível:

1. O equipamento McGuire permanecia no helicóptero e não com o soldado em campo, como era o equipamento de STABO. O colete STABO, quando usado como equipamento individual no campo, não só era foi mais pesada do que o equipamento utilizado anteriormente, como também não se ajustava bem por baixo de uma mochila pesada, nem distribuía adequadamente o peso de munição, granadas e equipamentos do combatente, além de ficar bastante desconfortável depois de alguns dias de uso.

2. O equipamento McGuire sempre estava disponível quando necessário. Com o equipamento de McGuire, um soldado poderia estar separado de seu equipamento de combate e ainda assim ser exfiltrado por corda pelo helicóptero. Contudo, com o equipamento STABO, se ele se perdesse em combate, o soldado não poderia ser exfiltrado a menos que pudesse localizar uma área segura para o helicóptero efetuar um pouso ou um embarque a baixa altura. Houve pelo menos um caso de um soldado americano que não foi exfiltrado pois estava sem seu equipamento de STABO no momento da operação.

3. E por último, mas não menos importante, como os batedores (“Road Runners”) usariam o equipamento STABO disfarçados com roupas de norte vietnamitas ?

O Projeto Delta utilizou o equipamento de McGuire até o fim do conflito. Podiam ser pouco confortáveis, mas eram baratos, confiáveis e eficazes. Sobrou uma grande dívida de gratidão para com o Sergeant Major Charles T. McGuire (seria equivalente ao Suboficial no Brasil) por ter criado a ideia do equipamento que fazia a diferença na hora mais necessária. Um sem número de soldados das unidades das Forças Especiais americanas e vietnamitas sobreviveram para lutar em outro dia simplesmente por causa da criação inovadora e oportuna do Sergeant Major McGuire.


Traduzido e adaptado pelo site Piloto Policial a partir do artigo original do site Projeto Delta : McGuire Rig, via Voo Tático.


14 COMENTÁRIOS

  1. Sem levantar bandeiras institucionais, imagino que na atualidade tal técnica é obsoleta para segurança pública. Arrisca demasiadamente e principalmente a vida dos que são içados, igual a uma carga qualquer. Sem contar que a sua promoção como procedimento operacional padrão é um prato cheio para a venda de aeronaves que nada tem a haver com resgates. Uma pergunta básica a vc, tripulante multi-missão: QUEM REALMENTE GANHA COM ISSO?

    • QUE GANHA COM ISSO CERTAMENTE NÃO SÃO OS TRIPULANTES QUE FICAM DEPENDURADOS NAS CORDAS E NEM TAMPOUCO ALGUMA VÍTIMA À SER SALVA DESTA MANEIRA.

      ESSA TÉCNICA A PRÓPRIA MATÉRIA E A HISTÓRIA DEMONSTRAM PARA QUE E PORQUÊ FOI CRIADA; PARA A GUERRA E SALVAR VIDAS EM UMA GUERRA.

      SALVAMENTOS EM SEGURANÇA PÚBLICA NADA TEM A VER COM GUERRA, E NOS DEMAIS PAÍSES, INCLUINDO OS EUA, (QUE É A TERRA NATAL DO MCGUIRE), A AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA UTILIZA A “TÉCNICA DO GUINCHO ELÉTRICO”!!!

      O QUE OCORRE AQUI NO BRASIL É QUE SE TORNOU UM COSTUME E O “MAIS FÁCIL E PRÁTICO”, ALÉM DO MAIS BARATO É CLARO!

      É MAIS AINDA, É QUE OS TRIPULANTES QUE SERÃO PENDURADOS NESSAS CORDAS JAMAIS PODEM OPINAR SOBRE O ASSUNTO E SEREM OUVIDOS PARA QUE PASSEMOS A REALIZAR OS TRABALHOS COM TECNOLOGIA E EQUIPAMENTOS MAIS ADEQUADOS E SEGUROS, OU SE NÃO MAIS SEGUROS EFETIVAMENTE, MENSO ARRISCADOS PARA A REALIZAÇÃO DA MISSÃO.

      VEMOS AINDA QUE HÁ MUITAS RESISTÊNCIA PELA UTILIZAÇÃO DO GUINCHO ELÉTRICO NA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA, SEJA POR DESCONHECIMENTO OU POR FALTA DE VONTADE DOS OPERADORES E OS PRÓPRIOS TRIPULANTES, OU POR DESCULPAS “ESFARRAPADAS” DE AMBAS AS PARTES.

      OBSERVO QUE ATÉ MESMO UNIDADES AÉREAS COM EXCELENTES AERONAVES E DOTADAS DE GUINCHO ELÉTRICO COM ÓTIMA CAPACIDADE DE CARGA, AINDA RESISTEM À SUA UTILIZAÇÃO NAS MAIS DIVERSAS MISSÕES POSSÍVEIS E CONTINUAM REALIZANDO COM CARGA EXTERNA (PUÇÁ, CESTO, MCGUIRE), O QUE É UM DESPERDÍCIO DE TEMPO, DINHEIRO, E REDUÇÃO DE EXPOSIÇÃO AOS RISCOS.

      APENAS UMA OU OUTRA UNIDADE NESTE PAÍS É QUE TEM O PRIVILÉGIO DE UTILIZAR ESTE EQUIPAMENTO, O QUE NAS FORÇAS ARMADAS VEJO SER UMA CULTURA MUITO BEM CONSOLIDADA.

      DESEJO MUITO QUE A AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL, SEUS OPERADORES, GESTORES E TRIPULANTES, CONTRIBUAM LOGO PARA QUE DEIXE DE SER ANTIQUADA E ATRASADAS NESTE ASPECTO (APENAS SALVAMENTO COM CARAGA EXTERNA), PARA SE INSERIR DEFINITIVAMENTE NO SÉCULO XXI.

      ABRAÇOS E BONS VOOS!

      • Caro André, não e a primeira vez que você fala de guincho. Até parece que você e um expert em guincho, concordo que e um excelente equipamento mas quantas vezes você usou.

        • TALVEZ EU ATÉ NÃO SEJA UM “EXPERT” EM GUINCHO Sr Paulo César, PORÉM TENHO PESQUISADO E ME INFORMADO HÁ MAIS DE DOIS ANOS SOBRE O ASSUNTO. JÁ TIVE OPORTUNIDADE DE OPERAR O AIR EQUIPMENT EM TREINAMENTO DE SOLO E VOO NA MINHA BASE, ALÉM DE REALIZAR UM CURSO TEÓRICO E PRÁTICO TAMBÉM DO AIR EQUIPMENT COM O HELICÓPTERO AS550-FENNEC NA AVIAÇÃO DO EXÉRCITO EM 2011. EM SETE ANOS NA AVIAÇÃO DE SEG. PÚBL. TENHO VIVIDO OPORTUNIDADES COM O MCGUIRE, QUE POR SINAL JÁ FOI MOTIVO DE PERDA DE TRIPULANTES (TALVEZ VOCÊ NÃO SAIBA DISSO), E EU MESMO JÁ PENDURADO NAS CORDAS DO MCGUIRE EM MISSÃO JÁ TIVE AS MINHAS COSTAS LEVADA CONTRA UM TRONCO DE ÁRVORE, O QUE CASO EU NÃO ESTIVESSE COM COLETE BALÍSTICO NO MOMENTO CERTAMENTE ME CAUSARIA LESÃO NA COLUNA.

          PARA O SEU CONHECIMENTO O QUE ME IMPORTA NÃO É QUANTAS VEZES EU OU ALGUÉM JÁ OPEROU UM GUINCHO, MAS OS RISCOS QUE ESTÃO ENVOLVIDOS NESSA TÉCNICA MCGUIRE, A QUAL FOI DESENVOLVIDA PARA SUA UTILIZAÇÃO NA “GUERRA” E NÃO FOI DESENVOLVIDA PARA SUA UTILIZAÇÃO NA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA. NÃO QUESTIONO A EFICIÊNCIA DA TÉCNICA, POIS SOU USUÁRIO DELA INFELIZMENTE POR FALTA DA CULTURA DO GUINCHO QUE EM MUITAS MISSÕES PODERIA TER SIDO UTILIZADO, SER MAIS EFICIENTE E SEGURO, PORÉM MCGUIRE É UMA TÉCNICA AMPLAMENTE UTILIZADA AQUI NO BRASIL EXATAMENTE POR FALTA DA CULTURA DO GUINCHO ELÉTRICO MEU CARO, ALÉM DO BAIXÍSSIMO CUSTO DE AQUISIÇÃO E MANUTENÇÃO. AINDA MAIS POR CADA UNIDADE AÉREA DESSE PAÍS TER SIDO MONTADA COPIANDO AQUILO QUE JÁ HAVIA EM ANDAMENTO E CERTAMENTE ATÉ AS QUE HOJE POSSUEM GUINCHO, MUITAS NEM SABEM DELE O QUE FAZER E AINDA MAIS TENDO EXCELENTE AERONAVE E CAPACIDADE DE CARGA NO GUINCHO. ENTÃO AINDA SE UTILIZAM DE TÉCNICAS QUE COLOCAM SEUS TRIPULANTES E VÍTIMAS AO GRANDE RISCO DA CARGA EXTERNA.
          NÃO SEI SE O Sr CONHECE ALGO SOBRE O ASSUNTO GUINCHO, POIS NEM SEI QUE É VOCÊ, SE É DA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA, E TALVEZ NEM FICOU AINDA PENDURADO EM UMA CORDA CORRENDO ESTE GRANDE RISCO, OU TALVEZ ATÉ JÁ TENHA, MAS O QUE ESTÁ ME INTERESSANDO MEU CARO, É A SEGURANÇA E A PRESERVAÇÃO DA INTEGRIDADE FÍSICA DOS TRIPULANTES E VÍTIMAS, BEM COMO DA AERONAVE E DE TODOS OS OUTROS ENVOLVIDOS NUMA MISSÃO DE SALVAMENTO.
          ENTÃO, MEU EMPENHO EM FALAR DE GUINCHO CONSTANTEMENTE É JUSTAMENTE PARA ABRIR OS OLHOS DE TODOS OS TRIPULANTES DO BRASIL PARA QUE SE INTERESSEM, SE MOTIVEM AO ASSUNTO E À UTILIZAÇÃO DESTE EQUIPAMENTO QUE ALÉM DE UMA OU OUTRA UNIDADE AQUI DO BRASIL UTILIZAR, COM CERTEZA A AVIAÇÃO DE SEG PÚBL EM MAIS DE 90% DO MUNDO UTILIZA, ALÉM DA AVIAÇÃO MILITAR AQUI NO BRASIL.

          SE VOCÊ CONCORDA QUE É UM EXCELENTE EQUIPAMENTO, QUAL SEU PROPÓSITO EM ME QUESTIONAR SOBRE EU OPERAR UM GUINCHO? ALGO PESSOAL OU DESEJA SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO? TALVEZ VOCÊ JÁ TENHA OPERADO UM GUINCHO ALGUMAS VEZES E POSSA ME CONTRIBUIR COM SEUS CONHECIMENTOS?

          A MATÉRIA É MUITO INTERESSANTE, AGREGA CONHECIMENTO TÉCNICO E DA HISTÓRIA, SIM É EFICIENTE E JÁ FOI ATÉ APERFEIÇOADA PARA SUA UTILIZAÇÃO PELO GANCHO DO HELICÓPTERO, JUSTAMENTE PENSANDO TAMBÉM E MINIMIZAR OS RISCOS(GRPAe-SP), ALÉM DE SER LARGAMENTE UTILIZADA NO BRASIL(POR FALTA DA CULTURA DO GUINCHO), E ATÉ DIGO QUE NÃO SERÁ ABOLIDA JAMAIS POIS SERIA UM GRANDE ERRO SENDO CERTO SUA UTILIZAÇÃO EM ALGUNS CASOS BEM ESPECÍFICOS.
          COM A UTILIZAÇÃO DO GUINCHO MEU CARO, NADA NEM NINGUÉM SERÁ CARREGADO FORA DA CABINE DO HELICÓPTERO, POIS “O LUGAR MAIS SEGURO DE UM HELICÓPTERO É DENTRO DA CABINE”!!!

          ALÉM DO QUE EM UMA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA EM VOO, PRATICAMENTE NÃO SE PERMITIRÁ FAZER MUITA COISA PARA TENTAR SALVAR AS VIDAS NAQUELE MOMENTO, POIS ISSO EU MESMO JÁ HOUVI DE PILOTOS, SENDO QUE AFIRMAM QUE SE NÃO HOUVER CARGA EXTERNA NO MOMENTO DE UMA PANE QUE EXIJA AUTO ROTAÇÃO TUDO SERÁ MENOS DIFÍCIL.

          PENSE EM MUDAR ALGO PARA MELHOR CASO SEJA ALGUÉM DA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA, BEM COMO PENSE MUITO EM SEGURANÇA DE VOO, POIS ASSIM GARANTIMOS NOSSAS VIDAS ÍNTEGRAS.

          OBRIGADO PELA ATENÇÃO, FOI UM PRAZER E BOA SORTE.

          ANDRÉ VIEIRA

          [email protected]

      • Amigo,
        ANDRÉ VIEIRA – OEE/SP, se assim me permite chamar o senhor, achei extremamente profissional e lucido seu comentário a respeito do post sobre McGuire, parabéns!
        Júlio César

  2. Excelente pesquisa histórica.
    Quantos treinamentos com essa técnica e sem saber sua origem!!!
    Sempre pensei que o McGuire somente deveria ser usado como um plano B: falhou o guincho e então “livre cordas”!!!
    SOLuisMartins-Insp. Mnt. FAB

  3. Prezado editor,
    Parabéns pela excelente matéria que mostra a origem histórica de um procedimento operacional tão prático e eficiente que até hoje é empregado pelas forças armadas brasileiras.
    Prezado Moisés Cavalcante,
    Sinceramente não entendi sua colocação. Sou piloto de asas rotativas e em nosso esquadrão essa técnica é utilizada até hoje devido à segurança e simplicidade. Faço uma pergunta operacional a você: Como exfiltrar uma tropa de uma área onde não é possível o pouso? Estando com o guincho indisponível, como você retiraria uma tropa que foi infiltrada por rapel já que não havia espaço para pouso? Respondendo essa pergunta você conseguirá entender a aplicabilidade dessa técnica.
    Recentemente, operando na recuperação de vítimas fatais de um acidente aeronáutico ocorrido em uma serra no interior de São Paulo, o McGuire foi a técnica que possibilitou a retirada em segurança dos militares que estavam operando naquela missão. O ponto ficava no meio da montanha, a 6000 ft, sem local para pouso e o guincho da aeronave de resgate teve pane mecânica durante a operação.

    • Salve Fernando!
      Não entendeu mesmo? Talvez a falta de entendimento no meu questionamento se dê pela sua função na aeronave. Talvez.
      Mas o fato é que o guincho foi planejado e homologado para para a função que você exemplificou. Insistir em equipamentos obsoletos só pra continuar ganhando horas de voo (essa foi a proposta da minha questão) com o pretexto de missão de misericórdia é que não está certo, em nenhum lugar do mundo. Exceto aqui – por enquanto…
      Já dizia a vovozinha com outras palavras: quem só tem um não pode ofertar resposta real…

  4. Primeiramente quero parabenizar por este artigo histórico que foi postado neste site. Por alguns anos sou um dos instrutores no Curso de Tripulante Operacional do GRPAe no Estado de São Paulo, ministrando inclusive sobre esta técnica com cordas, porém mesmo tendo conhecimento da parte histórica não tinha um material desta magnitude inclusive com fotos e fatos históricos contextualizados. Em São Paulo temos uma frase que diz: “O homem faz aquilo que ele treina”, se buscarmos e treinarmos o maior número de procedimento e técnicas teremos a capacidade de decidirmos qual a melhor solução para aquela emergência, que possamos sempre utilizar o melhor equipamento e as melhores técnicas, mas independente disso sabemos que hoje devemos estar pautados dentro das normas e especificações nacionais e internacionais tais como: NBA, NFPA, UIAA, etc, independentemente do equipamento a ser utilizado. Um homem esta ligado diretamente a genealogia de sua família, assim como as técnicas com cordas em asas rotativas está ligada diretamente a técnica do Mc Guire, não devemos apenas nos contentar com as conseqüências, mas também com a origem. Se tivermos o guincho operemos com o guincho, se tivermos cordas operemos com cordas, mas se tivermos somente fita tubular operemos com fita tubular, como disse anteriormente sempre dentro das normas e especificações, mas em detrimento de vítimas que estão a espera de um helicóptero e homens tecnicamente preparados para resgatá-los. Ao ler este artigo não vejo o movimento de beneficiar modelos de aeronaves e tão pouco dar primazia a cordas, visto que até pouco tempo a grande maioria das aeronaves de Aviação de Segurança Pública, bem como Forças Armadas utilizavam esta técnica como meio primário de salvamento (exfiltração), mas sim inserir o contexto histórico desta técnica. Parabéns mais uma vez por este artigo.
    Que possamos estar treinados o suficiente para apresentarmos as melhores soluções.
    Que todos tenham bons vôos.
    Sgt PM Gomes
    Trip. Op

  5. Excelente Artigo sobre a origem do Macguire, que é uma técnica excelente se aplicada com os conhecimentos técnicos dos materiais a serem utilizados na operação e seguir os procedimentos operacionais, conforme as instruções sem pular etapas.
    Cada opinião é válida, pois creio que todos querem expor em suas opiniões a mitigação dos riscos nas operações com a Técnica do macguire.

    Abraços a todos.
    email: [email protected]

  6. Em que pese os apspectos e precedentes históricos do “Método McGuire, devemos convir, que salvo em situações muito específicas, é um procedimento obsoleto, pouco seguro e que oferece inúmeros riscos aos tripulantes e sobreviventes envolvidos na operação. Deveria haver uma Legislação Federal obrigando que todo helicóptero de Busca, Salvamento, Resgate ou de Serviço Policial ou Remoção Hospitlar fosse equipado com Guincho Elétrico. A ocorrência de eventuais panes não justificam o não uso do dispositivo, ainda mais que, atualmente existem guinchos com cabos e ganchos duplicados, visando dar maior segurança. Mas infelizmente o que temos, são nossos “governos” querendo fazer “economia porca”, adquirindo helicóteros sem guincho, equiapemento este, que custa uma fração mínima do preço da aeronave, mas que é descartado na primeira oportunidade, pois para nossos governos, o importante é comprar o equipamento e sair fazendo propaganda por aí, e os tripulantes e vítimas que “se virem”! Bons voos à todos os amigos da Aviação de Segurança Pública!

  7. Como Diretor de Sgurança de Voo e Segurança Operacional em divrsas organizações, acompanhando estes assuntos à vários anos, concordo com a opinião dos Srs. André e Moises. Salvo em determinadas situações muito específicas e limitadas, a “Técnica do Mac Guire” é obsoleta, perigosa e oferece enormes riscos aos “usuários” e vítimas, que muitas vezes estão em condições psicológicas, físicas precárias, fora o “medo” que tal técnica impõem à quem não está acostumado aos voo ou à altura. Há principalmente o risco de “engates”, colisões e “enroscos” dos que estão pendurados, com árvores, postes, antenas, para-raios, edificações, isto, em condições operacionais normais. Em caso de pane, como diziam nossos avós, sera aí que a “porca torcerá o rabo”, com consequencias imprevisíveis para a aeronave, tripulantes e “pendurados”. Devemos sim aperfeiçoar e melhorar as operações, impondo ao governo e diligenciando, para que as aeronaves sejam cada vez melhor equipadas, e isto significa naturalmente, a aquisição mandatória de aeronaves com guincho elétrico, para missões policiais, de salvamento e resgate/remoção aeromédica. Há uma infinidade de marcas e modelos de guinchos elétricos, com variadas capacidades, dimensões, desempenho, próprios para todos os tipos de helicópteros que se possa imaginar. Estou ainda plenamente convicto, de que ao mesmo tempo em que deveriamos ter uma Ecola Nacional de Aviação Policial, onde policiais de todo o país poderiam receber um treinamento padronizado e a menor custo, deveriamos também ter um Fundo Nacional de Aquisição de Aeronaves Policiais, qiue disponibilzase verbas para aquisião de um ou dois modelos de helicópteros padronizados, que devriam ter todos equipamentos requeridos, inclusive o guincho elétrico. Tal medida, baratearia os custos de aquisição, maniutneção, treinamento e operação e colocaria o Estao Brasileiro em posição favorável nas negociações com os fabricantes, economizando o dinheiro do Contribuinte. Mas tais medidas só funcionariam em países do “Primeiro Mundo”, pois no Brasil, do “jeito que as coisa funcionam”, temos claramente o resultado das políticas dos vários governos: compra de aeronaves e equipamentos inadequados, com preços excessivos, em quantidade que não atende as necessidades,, aeronaves paradas por falta de peças, manutenção e dificuldades de treinamento. omente na hora em que nossos “dirigentes” “caírem na real”, teremos uma Aviação de Segurança Pública plenamente eficiente, capz de atender a todas as necesidades da Sociedade e que não seja vítima de comentários desairosos na imprensa, que muitas vezes tenta ligar as impropriedades nas aquisições e contratos, aos que apenas voam, trabalham e cumprem suas missões, sem nada ter á ver com o que acontece nos Gabinetes do Poder. Bons Voos à todos!

  8. Prezados,
    Sou policial a 30 anos, com formação em emergências, tenho uma pequena experiência em operações helitransportadas e Transporte e Resgate Aeromédico,, gosto de ver as postagens dos colegas aqui no blog, porem fico chateado quando vejo certas posturas de alguns, em seus comentários nas postagens.
    Quando postam uma pesquisa sobre determinado assunto, que notadamente foi bem pesquisado e feito com esmero, sempre tem de ter um que vem denegrir a postagem do outro.
    Acredito que seja salutar o questionar e acho que é importante estarmos sempre alertas a erros, colocações indevidas ou interpretações inadequadas. Porem é muito desagradável e desmotivador quando após uma postagem, vem uma pessoa e coloca comentários que devido a forma como são colocados, acabam se tornando desagradáveis e causam discórdia e mal estar entre os frequentadores do blog.
    Existe uma regra de ouro muito importante, que aprendemos nos cursos da SENASP de Gestão de Pessoal:
    Elogie em Público e corrija em particular.
    Isso é de grande importância, principalmente neste ambiente virtual, onde as pessoas formam opiniões, até mesmo sem conhecer os envolvidos.
    Vejo que surgem algumas discussões que incialmente técnicas, passam a ter um tom de agravo entre os participantes.
    Seria bom se pudéssemos, filtrar um pouco melhor a forma de expressão, de forma que os questionamentos de assuntos postados, sejam objeto de discussão agradável, cortez, mesmo quando apresentadas idéias e conceitos discordantes.

    Pensemos.
    Obrigado a tods.

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