Santa Catariana – A primeira transfusão de sangue em Cordilheira Alta, no Oeste catarinense, realizada ainda no local do acidente, foi determinante para salvar a vida de um trabalhador de 41 anos, no dia 18/12.

A vítima ficou gravemente ferida após a explosão de um tonel durante um serviço de soldagem em uma empresa de fabricação e manutenção de tanques rodoviários.

Primeira transfusão de sangue salva trabalhador após explosão no Oeste de SC – Foto: Samu

Conforme as informações apuradas no local, os funcionários realizavam a soldagem de um tonel de pequeno porte, diferente dos tanques utilizados em caminhões, quando ocorreu a explosão, possivelmente provocada por algum líquido que ainda permanecia em seu interior.

Com o impacto, a tampa do recipiente foi arremessada e atingiu diretamente o rosto e a cabeça do trabalhador. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve o rosto parcialmente desfigurado, além de apresentar intensa perda de sangue. No momento do atendimento, o homem já estava em parada cardiorrespiratória.

A primeira transfusão de sangue em Cordilheira Alta, no Oeste catarinense, realizada ainda no local do acidente, foi determinante para salvar a vida de um trabalhador de 41 anos, nesta quinta-feira (18).

A vítima ficou gravemente ferida após a explosão de um tonel durante um serviço de soldagem em uma empresa de fabricação e manutenção de tanques rodoviários.

Conforme as informações apuradas no local, os funcionários realizavam a soldagem de um tonel de pequeno porte, diferente dos tanques utilizados em caminhões, quando ocorreu a explosão, possivelmente provocada por algum líquido que ainda permanecia em seu interior.

Com o impacto, a tampa do recipiente foi arremessada e atingiu diretamente o rosto e a cabeça do trabalhador. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve o rosto parcialmente desfigurado, além de apresentar intensa perda de sangue. No momento do atendimento, o homem já estava em parada cardiorrespiratória.

Transfusão pré-hospitalar foi fundamental

Segundo o médico Marcos Piccolo, que atuou no atendimento, a parada cardíaca só foi revertida graças à transfusão imediata de sangue total realizada ainda no local, procedimento utilizado pela primeira vez nesse tipo de ocorrência.

“Se não tivesse o sangue ali, não reverteria”, afirmou o médico, ao destacar a importância da medida para estabilizar o paciente.

Vítima teve nova parada durante atendimento

Após a reanimação inicial, o trabalhador sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória no momento em que era preparado para ser colocado na ambulância.

Diante da gravidade do quadro e do risco de novas intercorrências, as equipes optaram pelo transporte terrestre até o hospital, já que a curta distância não traria prejuízo em relação ao uso da aeronave.

O paciente chegou ao hospital com vida, tendo sido entregue à equipe médica para continuidade do atendimento especializado.

Grande mobilização de equipes de resgate

Equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e do helicóptero do Saer atuaram na ocorrência, além do apoio de caminhões de resgate e duas ambulâncias. Um segundo trabalhador envolvido no acidente sofreu apenas ferimentos leves e não corre risco.

O caso reforça a relevância da transfusão de sangue no atendimento pré-hospitalar em situações extremas, ampliando as chances de sobrevivência de vítimas em estado crítico.

Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total

Recentemente Chapecó passou a integrar o Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total, que permite a realização de transfusões ainda no local da ocorrência ou durante o transporte aéreo em casos de sangramento grave e risco iminente de morte.

A iniciativa, considerada pioneira no país, amplia o atendimento de urgência em Santa Catarina e busca reduzir o risco de choque hemorrágico antes da chegada do paciente ao hospital.

As bolsas de sangue total são armazenadas no hangar da Polícia Civil e transportadas em caixas térmicas especiais durante as missões, garantindo a conservação adequada por até 48 horas. Na base, o material pode ser mantido por até 15 dias, seguindo critérios técnicos rigorosos.

Foi justamente o tipo de atendimento que fez a diferença neste acidente registrado em Cordilheira Alta.