SAER FRON/PCSC realiza primeira transfusão de sangue em missão aeromédica no Oeste de SC
10 de janeiro de 2026
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Santa Catariana – A primeira transfusão de sangue em Cordilheira Alta, no Oeste catarinense, realizada ainda no local do acidente, foi determinante para salvar a vida de um trabalhador de 41 anos, no dia 18/12.
A vítima ficou gravemente ferida após a explosão de um tonel durante um serviço de soldagem em uma empresa de fabricação e manutenção de tanques rodoviários.
Primeira transfusão de sangue salva trabalhador após explosão no Oeste de SC – Foto: Samu
Conforme as informações apuradas no local, os funcionários realizavam a soldagem de um tonel de pequeno porte, diferente dos tanques utilizados em caminhões, quando ocorreu a explosão, possivelmente provocada por algum líquido que ainda permanecia em seu interior.
Com o impacto, a tampa do recipiente foi arremessada e atingiu diretamente o rosto e a cabeça do trabalhador. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve o rosto parcialmente desfigurado, além de apresentar intensa perda de sangue. No momento do atendimento, o homem já estava em parada cardiorrespiratória.
A primeira transfusão de sangue em Cordilheira Alta, no Oeste catarinense, realizada ainda no local do acidente, foi determinante para salvar a vida de um trabalhador de 41 anos, nesta quinta-feira (18).
A vítima ficou gravemente ferida após a explosão de um tonel durante um serviço de soldagem em uma empresa de fabricação e manutenção de tanques rodoviários.
Conforme as informações apuradas no local, os funcionários realizavam a soldagem de um tonel de pequeno porte, diferente dos tanques utilizados em caminhões, quando ocorreu a explosão, possivelmente provocada por algum líquido que ainda permanecia em seu interior.
Com o impacto, a tampa do recipiente foi arremessada e atingiu diretamente o rosto e a cabeça do trabalhador. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve o rosto parcialmente desfigurado, além de apresentar intensa perda de sangue. No momento do atendimento, o homem já estava em parada cardiorrespiratória.
Transfusão pré-hospitalar foi fundamental
Segundo o médico Marcos Piccolo, que atuou no atendimento, a parada cardíaca só foi revertida graças à transfusão imediata de sangue total realizada ainda no local, procedimento utilizado pela primeira vez nesse tipo de ocorrência.
“Se não tivesse o sangue ali, não reverteria”, afirmou o médico, ao destacar a importância da medida para estabilizar o paciente.
Vítima teve nova parada durante atendimento
Após a reanimação inicial, o trabalhador sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória no momento em que era preparado para ser colocado na ambulância.
Diante da gravidade do quadro e do risco de novas intercorrências, as equipes optaram pelo transporte terrestre até o hospital, já que a curta distância não traria prejuízo em relação ao uso da aeronave.
O paciente chegou ao hospital com vida, tendo sido entregue à equipe médica para continuidade do atendimento especializado.
Grande mobilização de equipes de resgate
Equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e do helicóptero do Saer atuaram na ocorrência, além do apoio de caminhões de resgate e duas ambulâncias. Um segundo trabalhador envolvido no acidente sofreu apenas ferimentos leves e não corre risco.
O caso reforça a relevância da transfusão de sangue no atendimento pré-hospitalar em situações extremas, ampliando as chances de sobrevivência de vítimas em estado crítico.
Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total
Recentemente Chapecó passou a integrar o Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total, que permite a realização de transfusões ainda no local da ocorrência ou durante o transporte aéreo em casos de sangramento grave e risco iminente de morte.
A iniciativa, considerada pioneira no país, amplia o atendimento de urgência em Santa Catarina e busca reduzir o risco de choque hemorrágico antes da chegada do paciente ao hospital.
As bolsas de sangue total são armazenadas no hangar da Polícia Civil e transportadas em caixas térmicas especiais durante as missões, garantindo a conservação adequada por até 48 horas. Na base, o material pode ser mantido por até 15 dias, seguindo critérios técnicos rigorosos.
Foi justamente o tipo de atendimento que fez a diferença neste acidente registrado em Cordilheira Alta.
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