CIOPAER/AC efetua resgate de indígena após picada de cobra
31 de março de 2026
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Acre – Uma verdadeira corrida contra o tempo mobilizou equipes de resgate no coração da Amazônia para salvar a vida de um indígena de 44 anos, vítima de uma picada de cobra em uma das regiões mais isoladas do estado.
O caso aconteceu na Aldeia Nane Matxi, localizada em uma área de difícil acesso, na divisa entre Acre e Amazonas. Após ser picado por uma jararaca, o homem passou dias sem atendimento médico adequado, o que agravou seu estado de saúde. Quando o socorro foi acionado, ele já apresentava sinais avançados de necrose, indicando a morte de tecidos — uma condição extremamente grave que poderia levar à amputação ou até à morte.
Diante da gravidade da situação e das dificuldades logísticas da região, foi montada uma operação aeromédica envolvendo equipes do Samu e do Ciopaer. O desafio era enorme: a aldeia está cercada por mata fechada, sem qualquer estrutura para pouso de aeronaves.
Em uma demonstração de união e esforço coletivo, os próprios indígenas abriram uma clareira no meio da floresta, seguindo orientações das equipes de resgate. A ação foi decisiva para que o helicóptero conseguisse pousar com segurança em meio à selva densa.
Assim que a aeronave tocou o solo, os socorristas iniciaram imediatamente o atendimento. O paciente foi estabilizado ainda no local, recebendo os primeiros cuidados essenciais para aumentar suas chances de sobrevivência.
Após o atendimento inicial, o indígena foi cuidadosamente embarcado e transportado para uma unidade hospitalar, onde passou a receber tratamento especializado. A rapidez na resposta e a eficiência da operação foram fundamentais para evitar um desfecho ainda mais grave.
A ação reforça a importância do suporte aeromédico em regiões remotas do Brasil, onde o acesso terrestre é praticamente inexistente. Situações como essa evidenciam o papel essencial das equipes de emergência, que enfrentam desafios extremos para salvar vidas todos os dias.
O resgate foi concluído com sucesso e sem intercorrências, sendo mais um exemplo do trabalho integrado entre profissionais da saúde e da segurança pública em operações de alto risco.
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