Brasil — A Agência Nacional de Aviação Civil autorizou oficialmente o projeto dos drones da série Matrice 3D operados com a estação automatizada Dock 2, permitindo operações BVLOS (além da linha visual do piloto) em território nacional — um marco para a aviação não tripulada no país.

A aprovação contempla os modelos Matrice 3D e Matrice 3TD e foi concedida após um processo técnico-regulatório com ensaios, testes práticos e validações de segurança operacional conduzidos conforme a regulamentação aeronáutica brasileira.

Com a certificação, operadores passam a poder obter o Certificado de Aeronavegabilidade Especial para RPA (CAER), documento que permite executar missões BVLOS de forma regular e dentro das normas da aviação civil.

Impacto direto na segurança pública

A autorização amplia significativamente o uso profissional de drones em áreas como policiamento, monitoramento ambiental, inspeções de infraestrutura e operações automatizadas.

A tecnologia permite decolagem, pouso e recarga automáticos, além de execução contínua de missões sem necessidade de presença constante do piloto em campo. Isso possibilita resposta rápida a eventos, maior permanência sobre a área e redução de custos operacionais — fatores considerados estratégicos para operações de segurança pública.

Novo patamar para operações remotas

Especialistas do setor apontam que a aprovação representa a primeira certificação desse tipo para a linha DJI Enterprise no Brasil e evidencia a maturidade do ambiente regulatório nacional para aeronaves remotamente pilotadas.

Na prática, operações como vigilância perimetral, busca de suspeitos, monitoramento de áreas de risco e acompanhamento de ocorrências poderão ocorrer sem a limitação de alcance visual do operador, aumentando cobertura territorial e eficiência operacional.

A autorização também posiciona o Brasil entre os países que avançam na integração segura de drones ao espaço aéreo, abrindo caminho para uso em larga escala por forças de segurança e serviços de emergência.