Acre — Em uma operação realizada no dia 27 de março, o governo do Acre viabilizou o atendimento de um bebê indígena de sete meses em estado grave. O paciente, pertencente ao povo Kulina, apresentava um quadro severo de bronquiolite e necessitava de suporte especializado, mobilizando o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o SAMU.

A missão utilizou o helicóptero AS350 B2 Esquilo, operado sob o prefixo Hárpia 03. A aeronave decolou da base do Juruá com destino a uma aldeia na zona rural de Feijó, localizada na região do Alto Rio Envira. Devido à complexidade do acesso e à gravidade da síndrome respiratória, as equipes de regulação orientaram os profissionais em solo até a chegada da aeronave, que cruzou a densa floresta amazônica em um voo de aproximadamente uma hora e vinte minutos.

O helicóptero AS 350 B2 Esquilo  em operação conjunta entre o CIOPAER e o SAMU para o transporte aeromédico em regiões isoladas da Amazônia. (Foto: Divulgação/Governo do Acre)

Suporte intensivo e logística na selva

Ao atingir a localidade, a equipe médica realizou procedimentos de estabilização, incluindo a canalização de acesso venoso para a administração de medicamentos ainda no local. Segundo o comando da aeronave, a integração entre os profissionais de segurança e saúde foi determinante para que a criança e a mãe fossem transportadas com segurança. A agilidade do helicóptero permitiu que o trajeto, que por via fluvial levaria dias, fosse concluído em tempo recorde para garantir o suporte hospitalar necessário.

Após o atendimento inicial na aldeia, o paciente foi encaminhado ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde passou aos cuidados da equipe de pediatria. O trabalho reafirma a consolidação do serviço aéreo como ferramenta essencial para o atendimento de populações isoladas no Acre, oferecendo uma resposta rápida em cenários onde a logística terrestre ou fluvial é inviável para casos críticos.

Piloto Policial – Integração e conhecimento na Aviação de Segurança Pública.