Drone cruza rota de helicóptero aeromédico em Maringá e assusta tripulação

ENAVSEG 2018

Paraná – Se por um lado os drones são um grande avanço tecnológico para as atividades policiais e de bombeiro, por outro ele pode ser um perigo para as aeronaves aeromédicas e da segurança pública, além é claro para a aviação geral.

Mais um caso aconteceu. Dessa vez foi na cidade de Maringá com um helicóptero aeromédico. Já tivemos situações perigosas envolvendo drones e aeronaves da segurança pública, como em Nanuque, MG, onde a Polícia Civil realizava uma operação. Como regra geral, em ocorrências policiais e aeromédicas, essas aeronaves voam abaixo de 400 pés, mas em Maringá o drone estava voando alto.

No dia 23 de abril, por volta 12h30min, a equipe aeromédica (formada por um piloto, médico e enfermeiro) do helicóptero Esquilo (AS350) da Secretaria de Saúde do Estado (SAMU Maringá) foi acionada para uma ocorrência de resgate na cidade de Astorga, onde havia ocorrido uma colisão entre uma motocicleta e um caminhão. A equipe, coincidentemente, testava uma câmera durante o trajeto, pois é utilizada durante o atendimento.

No descolocamento, sobre a cidade de Maringá, a mais de 500 pés, o piloto Raphael Chiossi avistou um drone a sua frente, rapidamente informou a tripulação e conseguiu desviar para a direita, quando o médico de bordo, Maurício Lemos, conseguiu gravar o momento em que o drone passou em alta velocidade pelo lado esquerdo do helicóptero.

A equipe plotou as coordenadas geográficas e prosseguiu para o atendimento aeromédico, pois a vítima aguardava para ser socorrida. Assim, não foi possível identificar o piloto do drone. Em Astorga o motociclista foi atendido e conduzido de ambulância para o hospital local. No retorno a base, a equipe do helicóptero não avistou mais o drone. O incidente foi reportado através de um Relatório de Prevenção para o CENIPA.

Segundo informações das equipes, muitos drones estão voando acima de 500 pés, trazendo muito insegurança para quem voa helicópteros e aviões na região de Maringá. Para voar um drone nessa altura, dentre outras coisas, é preciso de autorização do DECEA e o piloto precisa possuir licença (habilitação).

Esse tipo de operação irregular de RPA é passível de consequências administrativas, como multa e apreensão, a serem adotadas pela ANAC ou DECEA, além de sanções penais, como expor a perigo aeronave ou dificultar a navegação aérea.

As regulamentação da ANAC (RBAC-E Nº 94) completou um ano, porém, muito embora seja um novo mercado, com muitas oportunidades, o uso irregular desses equipamentos traz muitos riscos para a aviação tripulada e para a população. Essa insegurança é real e pode ser confirmada no vídeo gravado pela equipe do helicóptero.

2 COMENTÁRIOS

  1. Isso é um absurdo de uma irresponsabilidade… Esse não deve ser cadastrado na ANAC e DECEA.. Representa um risco para a aviação e até pra nós pilotos de RPA, que andamos dentro da legislação. Esse louco tem que ser denunciado e punido pelos órgãos fiscalizadores. Vamos voar LEGAL para segurança de todos.

  2. Conversei com um comandante do helicóptero da pm de MT, ele disse que dificilmente teria problemas na colisão com drone. Aí vejo o exagero q chego a comparar com medo q as mulheres têm de baratas…

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