CBMDF apresenta combate aéreo a incêndios florestais no ENAVSEG 2026
17 de setembro de 2026
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BRASÍLIA (DF) — O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) apresentou durante o ENAVSEG 2026, em Brasília, a estrutura desenvolvida para emprego de aviões Air Tractor no combate a incêndios florestais. A palestra mostrou como a corporação estruturou pessoal, doutrina, logística e treinamento para consolidar essa capacidade operacional.
Cel. Pimentel durante a palestra “Combate a Incêndios Florestais”, no ENAVSEG 2026, em Brasília. (Foto: Piloto Policial)
A criação da capacidade aérea foi motivada pela recorrência dos incêndios no Distrito Federal e pela necessidade de reduzir o tempo de resposta. O processo ganhou impulso após temporadas críticas e envolveu estudos internos para definir uma aeronave adequada às características operacionais da região.
A análise levou à escolha do Air Tractor, aeronave capaz de operar a partir de diferentes pistas e realizar ciclos rápidos de abastecimento e lançamento. O modelo utilizado pelo CBMDF pode transportar aproximadamente 3,1 mil litros de água, ampliando a capacidade de ataque aos focos antes que o incêndio alcance maior intensidade.
A implantação, entretanto, exigiu mais do que a aquisição das aeronaves. O CBMDF precisou formar pilotos, mecânicos e operadores de solo, estruturar manutenção, abastecimento de combustível e água e desenvolver procedimentos próprios. Experiências do Chile, Portugal e Estados Unidos foram utilizadas como referências na construção inicial da doutrina.
A operação aérea é integrada às equipes terrestres e aos helicópteros empregados no combate. Segundo a apresentação, o avião aumenta a velocidade e a capacidade de lançamento, mas o combatente em solo continua responsável pelo controle definitivo e pelo rescaldo da área atingida.
Desde a implantação da capacidade, foram registradas mais de 3.161 horas de voo em combate, 1.883 voos, 2.120 lançamentos e mais de 6,2 milhões de litros de água empregados. As equipes também participaram de missões fora do Distrito Federal, com atuações no Pantanal, Chapada Diamantina, Chapada dos Veadeiros, Amazonas e Tocantins.
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