Goiás – Durante a Operação CAVOK, deflagrada na manhã de quinta-feira (06/08/20) pela Polícia Federal, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar de Goiás e o Serviço Aéreo do Estado de Goiás – SAEG apoiaram às diligências, as quais resultaram num total de 23 aeronaves apreendidas, 23 mandados judiciais cumpridos, 01 Arma de fogo calibre .12 apreendida, além do confisco de propriedades rurais e imóveis de luxo avaliados em pelo menos 40 milhões de reais.

Divulgação/PF

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Operação Cavok

Deflagrada pela Polícia Federal para desarticular a estrutura financeira das quadrilhas de traficantes de drogas presentes na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Os mandados de prisão, de busca e apreensão e de confisco de bens, entre os quais fazendas na fronteira, foram expedidos pela 1ª Vara Federal em Ponta Porã, cidade a 323 km de Campo Grande e base das quadrilhas do narcotráfico.

Segundo a Superintendência da Polícia Federal, são pelo menos 110 policiais federais envolvidos na operação, que tem apoio do Saeg (Serviço Aéreo do Estado de Goiás), do GRAer da Polícia Militar de Goiás e da Deco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

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Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Conforme a PF, também foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva – um em Goiânia e outro em Ponta Porã, onde ainda foi efetuada prisão em flagrante por posse de arma.

Os mandados expedidos pela 1ª Vara Federal englobam ainda o sequestro de 23 aeronaves de pequeno porte, utilizadas pelo grupo para transporte de drogas produzidas em países vizinhos. Também foram confiscados três imóveis rurais e um apartamento de luxo, todos localizados em Goiás e avaliados em pelo menos 40 milhões de reais.

Segundo a PF, durante as investigações, no dia 24 de novembro do ano passado, a Nacional do Paraguai interceptou na região conhecida como Fortuna Guazú, a 45 km de Pedro Juan Caballero, uma aeronave transportando 130 kg de cocaína. O piloto conseguiu fugir.

O Centro Integrado de Operações de Fronteira de Foz do Iguaçu (PR), Receita Federal do Brasil, por meio do Núcleo de Pesquisa e Investigação de Campo Grande, e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), além da Polícia Nacional Paraguaia e do Ministério Público paraguaio, apoiam as investigações.

Segundo a PF, a sigla Cavok (Ceiling and Visibility OK) é utilizada no meio aeronáutico para definir boas condições de voo. Os investigados poderão ser indiciados por organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e falsidade ideológica. As penas somadas podem superar os 40 anos de reclusão.