Drone irregular impede decolagem de helicóptero em resgate de criança no litoral do Paraná
08 de março de 2026
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Paraná — A operação de resgate aeromédico de uma criança vítima de afogamento foi temporariamente interrompida após um drone invadir a área de segurança durante a decolagem do helicóptero Arcanjo 01, no balneário Coroados, em Guaratuba. O responsável pelo equipamento foi localizado e preso pela Polícia Militar.
A aeronave do Corpo de Bombeiros havia pousado na faixa de areia com o perímetro devidamente isolado para embarque da vítima, quando o drone passou a sobrevoar o local a uma distância considerada crítica. Mesmo após orientações das equipes para que se afastasse, o equipamento retornou ao espaço aéreo no momento em que o helicóptero iniciava os procedimentos de decolagem, com o rotor em funcionamento, obrigando a interrupção do voo.
A interferência elevou o risco para a tripulação, para as equipes em solo e para a própria vítima, além de provocar atraso no transporte aeromédico — situação em que cada minuto é determinante para a sobrevivência. A decolagem só foi possível após a retirada do drone da área.
Durante a abordagem, foi constatado que o operador não possuía autorização para o voo nem registro nos órgãos competentes. O equipamento, da marca DJI, foi apreendido, e o homem foi encaminhado à delegacia para responder por atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A Polícia Militar reforçou que voos de drones em áreas onde há operação de aeronaves de emergência são proibidos e representam risco grave, podendo comprometer salvamentos e colocar vidas em perigo.
O caso evidencia o impacto direto do uso irregular de aeronaves remotamente pilotadas em missões críticas e reforça a necessidade de conscientização sobre os perímetros de segurança em operações aeromédicas.
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