IBAMA apresenta formação de pilotos remotos no ENAVSEG 2026
15 de outubro de 2026
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BRASÍLIA (DF) — O analista ambiental Felipe Seino, chefe do Serviço de Aeronaves Não Tripuladas da Coordenação de Operações Aéreas (COAER) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), apresentou durante o ENAVSEG 2026 o modelo adotado pela instituição para formação de pilotos remotos. A capacitação combina ensino a distância, treinamento presencial, práticas de voo e princípios de segurança operacional.
Felipe Seino apresenta o programa de formação de pilotos remotos do IBAMA durante o ENAVSEG 2026. (Foto: Piloto Policial)
A COAER concentra a supervisão técnica da aviação não tripulada do IBAMA, enquanto os pilotos remotos estão distribuídos pelo país. A estrutura busca aplicar à operação de drones princípios da cultura aeronáutica, como padronização, gerenciamento de risco, qualificação e segurança operacional. A formação passou a ser exigida internamente ainda em 2018.
O principal programa possui atualmente 349 horas, sendo 248 horas de ensino a distância e 101 horas presenciais, distribuídas em três semanas. O aluno passa por avaliações teóricas antes de avançar para a fase prática. Durante os exercícios de voo, os participantes trabalham em trios, alternando as funções de piloto remoto, observador e relator, sempre acompanhados por um instrutor.
O IBAMA possui 229 pilotos remotos habilitados e 156 drones operacionais. Desde 2022, a instituição contabilizou cerca de 7,9 mil solicitações de acesso ao espaço aéreo aprovadas, correspondentes a aproximadamente 31 mil dias autorizados para operações. Os dados são utilizados para acompanhar aeronaves, pilotos e atividade operacional.
A instituição também criou uma formação específica para brigadistas de combate a incêndios florestais. O curso possui 48 horas e já capacitou cerca de 80 profissionais. Nessa modalidade, os operadores utilizam drones da linha DJI Mini, com peso máximo de decolagem inferior a 300 gramas e limite operacional inicial de 200 pés. O emprego permite aos brigadistas observar do alto a dinâmica e a propagação do fogo.
Além dos multirrotores, a frota incorporou o Trinity Pro, aeronave de decolagem e pouso vertical destinada ao mapeamento de grandes áreas. A plataforma oferece rendimento superior aos equipamentos de asa rotativa utilizados anteriormente em missões de levantamento. A formação ganha importância adicional com o novo RBAC 100, que amplia o peso da qualificação de pilotos, instrutores, checadores e gestores na definição das capacidades das operações não tripuladas.
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