BRASÍLIA (DF) — O emprego de drones no combate a crimes transnacionais foi tema de palestra apresentada por Bruno Carcará durante o ENAVSEG 2026, realizado em Brasília. A apresentação abordou o emprego operacional de sensores térmicos em drones com o uso de aeronaves remotamente pilotadas na coleta, análise e integração de dados para apoiar operações de segurança pública.

Com 36 anos de atuação na Receita Federal e experiência de aproximadamente 15 anos com drones, Carcará apresentou situações acompanhadas na região de Foz do Iguaçu, área de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Segundo ele, os equipamentos são empregados na identificação de movimentações relacionadas a contrabando, tráfico de drogas e armas.

A palestra destacou que o drone deve ser tratado como uma ferramenta de captura de dados, e não apenas como uma câmera aérea. Além das imagens, equipamentos podem reunir informações obtidas por sensores termais, visão noturna, telemetria e outros recursos. A escolha da aeronave, segundo o palestrante, deve considerar a finalidade da operação, autonomia, portabilidade, proteção contra chuva e características do ambiente.

Outro ponto abordado foi a integração de tecnologias e equipes. Dados capturados por drones podem ser cruzados com sistemas de leitura de placas, bancos de dados e informações de inteligência. A combinação permite acompanhar veículos, identificar padrões de movimentação e subsidiar o planejamento das equipes responsáveis pela abordagem.

Carcará também apresentou operações realizadas em áreas de fronteira, incluindo ações com drones termais nos rios Paraná e Iguaçu e na região da Ponte Internacional da Amizade. Os exemplos mostraram o emprego da tecnologia para acompanhar cargas, identificar rotas e orientar equipes de campo antes da intervenção.

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