GOIÂNIA (GO) — A Polícia Civil de Goiás (PCGO) relembrou os delegados e peritos criminais mortos na queda de um helicóptero da corporação durante uma operação policial ligada à investigação de uma chacina em Doverlândia. O acidente permanece como uma das maiores tragédias da segurança pública goiana.

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Delegados e peritos da Polícia Civil de Goiás mortos no acidente aéreo durante operação policial. (Foto: Reprodução/Mais Goiás) 

O acidente ocorreu enquanto a equipe atuava nas investigações da chacina que deixou sete mortos no interior do estado. A bordo da aeronave estavam os delegados Antônio Gonçalves, Vinícius Batista Silva, Jorge Moreira, Osvalmir Carrasco e Bruno Rosa Carneiro — os dois últimos também atuavam como pilotos da unidade aérea — além dos peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva.

A missão estava relacionada às diligências envolvendo o principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves, investigado pela execução da chacina.

O atual delegado-geral da PCGO, André Ganga, que integrava o CORE G.T.3 na época, participou das primeiras ações da investigação e relembrou o impacto da perda para a corporação. Segundo ele, a equipe reunia profissionais experientes da área operacional e da polícia judiciária.

A então delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, também destacou que a data segue marcada como um momento de luto para a segurança pública goiana, ressaltando a atuação dos policiais mortos durante o cumprimento da missão.

Retomada das operações aéreas

Novo helicóptero da Polícia Civil de Goiás utilizado nas operações do Departamento de Operações Aéreas. (Foto: Reprodução/Mais Goiás)

Em janeiro deste ano, a PCGO retomou oficialmente sua estrutura de operações aéreas com a entrega de uma nova aeronave ao Departamento de Operações Aéreas (DOA), desativado desde o acidente ocorrido em 2012.

O helicóptero recebido pela corporação é um modelo Airbus/Helibras AS350B3a (H125), da família Esquilo, empregado em missões de apoio operacional, transporte de equipes e ações integradas de segurança pública.

Segundo a Polícia Civil, a retomada da unidade aérea representa avanço operacional para a corporação e também uma homenagem à memória dos policiais que perderam a vida em serviço.