BRASÍLIA (DF) — O operador aerotático Sub Ten CBMERJ Ramon Roque apresentou, durante o ENAVSEG 2026, a técnica empregada pela aviação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) para retirar praticantes de voo livre presos em árvores. O procedimento combina helicóptero, rapel, comunicação entre tripulantes e equipamentos específicos.

Ramon Roque durante palestra sobre resgate arborizado no ENAVSEG 2026, em Brasília. (Foto: Piloto Policial)

O resgate arborizado ocorre principalmente em áreas de difícil acesso, com vítimas suspensas em copas de árvores. A tripulação avalia vento, obstáculos, vegetação, altura e efeito do downwash sobre linhas e velames antes de iniciar a aproximação.

Entre os riscos estão o voo pairado a baixa altura, a possibilidade de linhas atingirem a corda de resgate e a dificuldade de comunicação entre pilotos e operadores aerotáticos. A equipe também precisa controlar o peso suspenso e a movimentação da aeronave durante a retirada.

O procedimento inclui coleta de informações, equipagem, avaliação do local, descida por rapel, abordagem da vítima e saída em carga externa. A equipe utiliza corda de 100 metros, triângulo de resgate, equipamentos de proteção e o Y de resgate.

Segundo Roque, o Y de resgate reduziu em cerca de 30% o tempo de abordagem. O sistema utiliza ascensor, fitas e mosquetões para conectar resgatista e vítima antes do corte dos tirantes do parapente, reduzindo o tempo de permanência do helicóptero em condição crítica.

A apresentação reforçou a necessidade de treinamento recorrente, comunicação e conhecimento dos limites da aeronave, dos equipamentos e da própria tripulação.

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