ENAVSEG 2026: Liderança sob Pressão, o impacto do treinamento na Aviação de Segurança Pública
19 de outubro de 2026
2min de leitura
BRASÍLIA (DF) — O piloto de linha aérea Marcelo Jayme, ex-piloto da Divisão de Operações Aéreas da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde atuou por cinco dos oito anos em que integrou a instituição, apresentou no ENAVSEG 2026 estratégias para fortalecer a cultura de segurança operacional e a liderança nas unidades de aviação de segurança pública. A palestra “Liderança sob Pressão: o impacto do treinamento na Aviação de Segurança Pública” relacionou experiências da aviação policial e da aviação.
Marcelo Jayme aborda liderança sob pressão e treinamento na aviação de segurança pública durante o ENAVSEG 2026. (Foto: Piloto Policial)
A apresentação partiu das diferenças entre os dois ambientes operacionais. Enquanto a aviação comercial trabalha com maior previsibilidade de rotas, horários, aeroportos e suporte ao voo, as tripulações de segurança pública podem decolar com informações ainda limitadas e encontrar cenários que mudam durante a missão. Nesse contexto, Jayme apontou liderança, tomada de decisão sob pressão e treinamento como três pilares para fortalecer a segurança operacional.
Um dos casos apresentados ocorreu durante um voo comercial em uma aeronave ATR, quando uma pane elétrica provocou falhas intermitentes em diferentes sistemas. A tripulação manteve a divisão de tarefas, aplicou os procedimentos, declarou emergência e retornou ao aeroporto com segurança. A ocorrência também mostrou diferentes reações individuais ao estresse, reforçando a necessidade de preparar as equipes para situações críticas e elevada carga de trabalho.
Como ferramenta de treinamento, o palestrante apresentou conceitos utilizados no Advanced Qualification Program (AQP), voltados ao desenvolvimento de competências e fatores humanos. Entre as possibilidades está o treinamento por cenários, no qual a tripulação enfrenta situações próximas da realidade operacional e precisa lidar com mudanças meteorológicas, falhas, distrações e outros eventos que exigem comunicação, consciência situacional, liderança, trabalho em equipe e tomada de decisão.
A metodologia pode ser adaptada às unidades aéreas sem depender de simuladores de alto custo. Cenários construídos a partir de ocorrências e dificuldades da própria unidade podem ser conduzidos por um facilitador, inclusive com recursos simples, para discutir decisões e suas consequências. Jayme também destacou a importância da cultura justa, diferenciando erros não intencionais de violações e utilizando as falhas como fonte de aprendizado para prevenção de novas ocorrências.
Para assinar nossa newsletter basta inserir seu endereço de e-mail no formulário ao lado. Fique tranquilo, respeitamos sua privacidade e somente enviaremos conteúdo útil pra você.