RORAIMA (RR) — O helicóptero do CIOPAER/Roraima realizou 33 voos de emergência desde maio, com atuação principalmente em remoções aeromédicas, resgates e atendimentos em áreas de difícil acesso. O balanço foi divulgado pela Casa Militar do Governo do Estado.

Helicóptero do Governo de Roraima empregado em missões de emergência no estado. (Foto: Romaima em Rede)

Segundo a Casa Militar, cerca de 85% das ocorrências foram realizadas em localidades onde o deslocamento por via terrestre ou fluvial apresentava limitações. O emprego da aeronave permitiu atender situações que exigiam resposta rápida e transporte de pacientes.

A utilização do helicóptero nesse tipo de missão começou após a formalização de um Termo de Cooperação Técnica. A partir do acordo, a aeronave passou a ser empregada também em demandas de saúde, busca e salvamento e segurança pública.

Entre as ocorrências está o resgate de quatro servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste, que estavam isolados havia vários dias na comunidade Cuieiras, em Normandia. Em Uiramutã, a aeronave também foi utilizada para transportar uma criança vítima de picada de cobra na comunidade Manalai.

Outras missões envolveram a remoção de bebês com problemas respiratórios e dificuldades de alimentação, além do transporte de uma gestante em trabalho de parto. O helicóptero também foi acionado para retirar um homem de 56 anos que sofreu fraturas após um acidente com quadriciclo.

Em algumas ocorrências, as condições das pistas impediram o pouso de aeronaves convencionais utilizadas pelo Dsei Leste, o que levou ao acionamento do helicóptero estadual. A operação aérea permitiu aproximar o atendimento das comunidades e reduzir o tempo necessário para a retirada dos pacientes.

Além das remoções aeromédicas, o termo prevê o emprego da aeronave em busca e salvamento, apoio durante enchentes e ações policiais de combate ao crime organizado.

Segundo o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Francisco Xavier Castro, em uma das operações realizadas no Sul de Roraima, um deslocamento estimado em aproximadamente quatro horas e meia por via terrestre foi realizado em cerca de 45 minutos de helicóptero.

O balanço mostra o emprego da aeronave como recurso de resposta rápida em ocorrências nas quais o acesso terrestre ou fluvial é limitado. Desde maio, foram contabilizados 33 voos de emergência, com atuação principalmente em remoções aeromédicas e resgates.