BRASÍLIA (DF) — O emprego de drones com sensores térmicos, zoom e outros equipamentos em operações policiais foi apresentado pelo cabo Roberto Aparecido Conceição, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), durante o ENAVSEG 2026, em Brasília. A palestra reuniu experiências operacionais realizadas na área do 2º Comando Regional da Polícia Militar (2º CRPM).

Cabo Roberto Aparecido Conceição durante palestra sobre operações da PMPR com drones no ENAVSEG 2026, em Brasília. (Foto: Piloto Policial)

Entre as plataformas utilizadas estão os drones Matrice 300, Mavic 3T e Mini 4 Pro. A escolha depende das características da ocorrência. Equipamentos de maior capacidade são empregados em operações prolongadas, enquanto plataformas compactas atendem ações de reconhecimento, vigilância e resposta inicial.

A estrutura inclui recursos como câmera térmica H20N, zoom, alto-falante e farol de busca. A combinação desses equipamentos permite localizar pessoas em áreas de vegetação, acompanhar deslocamentos durante a noite e confirmar alvos antes da aproximação das equipes policiais.

As ocorrências apresentadas envolveram cumprimento de mandados, acompanhamento de suspeitos, combate ao tráfico de drogas, manifestações, roubos de carga e buscas em áreas de mata. Em uma das operações, drones permaneceram em revezamento durante a noite para acompanhar suspeitos escondidos em vegetação até a aproximação das equipes pela manhã.

A palestra também mostrou que a localização do alvo representa apenas parte da missão. A comunicação entre operador e equipes de solo é essencial para transformar as informações obtidas pelo drone em ação operacional. Conceição relatou uma ocorrência em que um suspeito foi localizado, mas a ausência de comunicação impediu a coordenação da abordagem. Posteriormente, a unidade passou a contar com conectividade adicional para reduzir esse tipo de limitação.

Para o operador, o emprego eficiente dos drones depende de três pilares: profissional treinado, tecnologia adequada e gestão. A experiência apresentada reforçou ainda que não existe uma única aeronave ideal para todas as missões e que a plataforma deve ser escolhida de acordo com o cenário operacional.

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