São Paulo – Em cerimônia realizada na manhã de sexta-feira (9/11), na sede do Batalhão de Aviação do Exército (BAVEX), em Taubaté-SP, oito pilotos da Aviação de Segurança Pública receberam o certificado de conclusão do treinamento de capacitação em simuladores do Exército Brasileiro – EB.

Foto: Divulgação

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A ideia do treinamento surgiu durante a integração criada entre o Exército Brasileiro e o GAM (Grupamento Aeromóvel da PMERJ), durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, na “Missão da Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”.

O EB possui dois equipamentos que são utilizados para o treinamento de seus pilotos, que são: o FTD (Flight Training Device = Dispositivo de Treinamento de Voo), que possui uma cabine de um helicóptero fixa ao solo com seus instrumentos, assessórios, comandos e grandes telas, onde são projetados aos pilotos os horizontes artificiais e a sensação visual da pane, e o FFS (Full Flight Simulator = Simulador de Voo Completo), que é mais avançado, pois tem movimento, sendo capaz de realizar manobras e procedimentos pertinentes ao modelo do helicóptero, portanto, além do visual, permite ao piloto ter a sensação física do voo.

De acordo com a Agência Nacional da Aviação Civil – ANAC, “A qualificação de Dispositivos de Treinamento em Simuladores de Voo (FSTD – Flight Simulator Training Devices) tem o objetivo de verificar suas características de desempenho e realismo, bem como classificá-lo nas diversas categorias existentes. A qualificação de FSTD é uma atividade baseada em parâmetros objetivos e subjetivos”.

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Inicialmente, o IGPM (Inspetoria Geral das Polícias Militares) do EB coordenou o treinamento aos pilotos do GAM e, em seguida, às demais unidades aéreas de segurança pública do Brasil, objetivando aproximar o órgão federal dos estaduais e, obviamente, capacitar os servidores.

A turma iniciada nesta segunda-feira, 5, foi composta por oito servidores dos estados do Acre, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Todos realizaram o treinamento das manobras de emergência em simuladores de voo, no papel de operador do sistema e também como piloto. Cada aluno pôde realizar 5 horas de voo.

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A cerimônia de conclusão contou com as presenças dos comandantes do BAVEX e do CIAVEX (Centro de Instrução de Aviação do Exército).

Segundo Capitão PMTO Dalla, “o treinamento no simulador é bastante realista, permitindo realizar todos os movimentos feitos em uma aeronave. O piloto consegue ver na prática, sem o risco do acidente, como o helicóptero se comporta no momento de pane, a sequência de luzes que indica a emergência, ouve os sinais sonoros, dentre outros, orientando-o a tomar a melhor decisão e os procedimentos corretos para um pouso seguro, muito próximo ao que vivemos de fato, além de ser muito didático”, pontuou.

A boa notícia aos aeronavegantes é que o EB pretende ampliar a abrangência do treinamento, ofertando mais vagas aos profissionais de segurança pública dos Estados.

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A principal vantagem da realização do treinamento das manobras de emergência em simuladores de voo é a redução do custo e do risco operacional de se executar em um helicóptero real, principalmente pela possibilidade de permitir o erro e a repetição dos procedimentos até a maturidade situacional.

Entretanto, vale destacar que o mesmo não descarta o treinamento real, onde a questão psicológica é preponderante nas tomadas de decisões. Este deve ser realizado em escola homologada pela ANAC, sendo complementar à formação e amadurecimento profissional do piloto de helicóptero, especialmente o que atua em missões de segurança pública, onde se associa o voo à operação policial ou de resgate.

Fonte: Surgiu