BRASÍLIA (DF) — O Cel PMCE Marcus Saraiva, coordenador da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas do Ceará (CIOPAER), apresentou no ENAVSEG 2026 a experiência do estado na gestão e operação de helicópteros biturbina. O oficial reúne 18 anos de experiência na organização e está à frente da coordenadoria há cerca de um ano e meio.

Cel PMCE Marcus Saraiva, da CIOPAER, durante palestra sobre gestão de helicópteros biturbina no ENAVSEG 2026, em Brasília. (Foto: Piloto Policial)

O Ceará opera aeronaves biturbina desde 2010 e mantém três H135 e três H145. Saraiva destacou a redundância de motores como vantagem em operações sobre água, áreas povoadas, obstáculos e missões aeromédicas, além do ganho de carga útil, teto e desempenho.

A maior capacidade traz custos adicionais. Motores, manutenção, componentes, combustível, mão de obra especializada e seguros aumentam a complexidade de gestão e exigem planejamento de longo prazo.

A apresentação comparou o modelo tradicional de pagamento por evento de manutenção com contratos PBH, de custo por hora voada. Para operadores com alta utilização, o PBH pode aumentar a previsibilidade ao diluir inspeções, overhaul e componentes de vida limitada.

A CIOPAER também utiliza indicadores de custo, horas de voo e tempo de aeronave no solo. Estoque crítico, pool de peças e manutenção preventiva, condicional e preditiva foram apresentados como ferramentas para reduzir indisponibilidades.

Saraiva citou missões SAR no litoral cearense como exemplo do ganho operacional. Em uma ocorrência recente, um H135 realizou o resgate de um praticante de wingfoil a cerca de dois quilômetros da costa.

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