Com bloqueios de mulheres de PMs na frente de 29 unidades da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a corporação começou a empregar helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) para transportar e distribuir policiais, especialmente de tropas especiais, nas ruas da cidade.

No 16º BPM (Olaria), a troca de turno foi impedida por protestos, mas as ruas dos bairros da Penha e de Ramos continuam sendo policiadas com trocas de turno auxiliadas pelas aeronaves.

imageSegundo apurado, neste sábado, foram feitas pelo menos quatro viagens com helicópteros do GAM, somente no Batalhão de Olaria, de onde saem policiais militares também para o patrulhamento nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Penha e da Vila Cruzeiro.

O helicóptero EC 145 da Polícia Militar foi o mais empregado, pois consegue transportar maior número de policiais.

A Polícia Militar informou que “está utilizando dos meios disponíveis para colocar o policiamento nas ruas nos locais onde há impasse com os manifestantes”. A corporação ressaltou ainda que está em diálogo constante com as lideranças a fim de conscientizar sobre a importância da saída do policiamento.

— Nós estamos adotando todas as medidas para garantir a segurança dos cidadãos nas ruas. O helicóptero está sendo utilizado principalmente para a troca de turnos e distribuição de tropas especias como Bope (Batalhão de Operações Especiais), Choque e BAC (Batalhão de Ações com Cães) — informou o major Ivan Blaz, porta-voz da PM.

Negociação

Durante a tarde deste sábado, será realizada a primeira reunião de negociação entre o comando da Polícia Militar e representantes das mulheres que estão promovendo os bloqueios. O encontro será às 15h no Quartel General (QG), no Centro.

Confusão em troca de turno

Na manhã deste sábado, um grupo de manifestantes que estava em frente ao 16º BPM (Olaria) descobriu que as trocas de turno estavam sendo feitas também na base da primeira companhia do batalhão, no conjunto habitacional IAPI, na Penha. Parte dos manifestantes foi para o local e está impedindo que dez viaturas saiam.

— Vamos nos manter firmes aqui. Ninguém vai tirar nenhuma viatura dessa companhia — disse umas das mulheres, que preferiu não se identificar.

De acordo com o capitão Paulo Dias, chefe de pessoal do batalhão, a situação está pacífica:

— Estamos negociando com as mulheres para que sejam liberadas as viaturas para questões emergenciais. Estamos mantendo a tranquilidade e negociando para a sociedade não sair prejudicada.

Fonte: Extra